quinta-feira, abril 15, 2010

Da ficção à realidade...

Olho para aquela caixinha preta que me faz voar pelo mundo, são diferentes canais que me contam histórias verdadeiras e pura ficção. Os actos, as falas, tudo o que dizem até a forma como maquinam esta caixa preta... tudo tem história e conta-me um pouco de alguém, ou de muitas pessoas.
Os meus dias também têm sido assim, um pouco da história de muita gente. A televisão é muito interessante porque podemos escolher a companhia, desde o cor de rosa à música, passando pela música e o mundo animal. Há uma grande distância entre a ficção e a realidade mas, ao mesmo tempo, a realidade consegue ser mais cruel ou mais sensata que a ficção, depende. Da ficção esperamos o que para nós seria previsível e bom de acontecer, da realidade não esperamos, simplesmente acontece.
Às vezes chego à conclusão que a minha vida dava um filme, principalmente os últimos quatro anos. Acção não falta nem aventura, tristezas e alegrias, traições e conquistas... Os últimos quatro anos têm tudo o que um filme de domingo à tarde precisa. Desde amores a desamores, a pura investigação e lutas vencidas. Nos últimos anos tenho um pouco de história para contar: da fuga do impossível ao casamento da melhor amiga, passando pela conquista de objectivos e a mudança radical dos costumes.
Vou passar a realidade para ficção, fica assim tudo mais real e possível, um digno filme de domingo à tarde, em horário nobre e mesmo à noite, mas não um filme qualquer... o MEU filme...

quarta-feira, abril 14, 2010

Windy...

O vento voltou, a chuva também. Parece que tudo voa e ninguém apanha o que quer, o que precisa, ficam todos com medo do que está lá fora...
O tempo é como o vento, varre qualquer lembrança, qualquer memória, leva-as para longe, bem longe de nós...
O vento voltou e com ele a vontade de desaparecer. A vontade de apanhar boleia quando for para longe daqui...
O tempo magoa, faz querer esquecer o que para trás ficou mas, ao mesmo tempo, relembra que tenho algo para esquecer...
O vento pode levar-me para alguma direcção que não a correcta, que não a mais acertada... e o tempo, esse faz-me lembrar e esquecer momentos e eu... ainda não decidi o que lembrar daquilo que um dia esqueci...

quinta-feira, abril 08, 2010

Não sei quem disse à miúda que ela sabia cantar.

Conheço uma miúda que apesar de manias e daquele toque de inveja pensa que sabe cantar. Ainda é uma garota mas já tem "a escola toda feita", faz-se mais parva do que realmente é e, toda a vez que estou descansada no meu sofá a ver as minhas séries preferidas pois o raio da miúda assusta-me com os seus supostos falsetos misturados com uns sons agudos e graves, que no seu conjunto são uma grande desafinação. Realmente, não sei quem disse à miúda que ela sabia cantar. Não lhe quero com isto fazer desistir dos sonhos mas na verdade não tem jeito nenhum. Estou, neste momento, há cinco minutos a ouvi-la e já não posso da minha cabeça. Penso... será que é melhor dizer alguma coisa? A pobre rapariga está com esperanças em algo que não vale a pena. Alguém tem de lhe dizer a verdade.

Onde é que raio é que ela aprendeu a cantar. É que do currículo consta que esteve integrada num coro. Toda a vez que ela começa a "estragar a música" eu assusto-me pois penso que alguém está a sentir-se mal, pois parecem berros de desespero... eu sei que estou a ser má mas é a pura das verdades... já não aguento ouvi-la. Se os artistas que imita a ouvissem de certeza que era processada... isto é que era pagar indemnizações... talvez assim entende-se que não tem jeito. O problema mais grave é que naquela voz não reconheço nenhuma das músicas... é mesmo muito mau.

terça-feira, abril 06, 2010

Oiça lá, nós aqui não temos medo de dizer o que pensamos.

Todos nós falamos de professores que nos marcaram e que nos ensinaram muita coisa, eu costumo falar de um "professor" que sem ser professor ensinou-me a não ter medo de dizer o que penso. Toda a vez que esse senhor vai à televisão diz sempre umas "bacoradas" que no fundo são certas e correctas. A verdade é que "os outros", aqueles a quem "ele" chama de "cubanos" não gostam muito. Mas para "cubanos" realmente têm jeito, e quanto a nós termos pelo na venta a verdade é que temos.


Não nos deixamos levar por uma palavrinha num tom mais alto, quando não gostamos dizemos e fazemos valer a nossa palavra. Por isso, aprendi a dizer o que penso. Porque "esses cubanos vêm para aqui e pensam que podem mandar nisto tudo" mas não é tão fácil. O nosso povo é conhecido pela destreza, pela coragem, pela força que nos une. O nosso caminho sempre foi para a frente e não é qualquer um que nos consegue parar. Já há muito tempo que se diz que "Povo unido, jamais será vencido"...

Porque é que as pessoas acham que nos assustam falando num tom mais alto? Principalmente quando falam com raparigas? Acham que todas elas "break down and cry"? Às vezes a força está onde menos se espera e quem pode falar assim comigo é o meu pai e tem dias... Engane-se quem pensar de outra forma...

As decepções da vida fazem-nos mais fortes e por consequência mais frios... a nossa reacção deixa de ser apaixonada e passamos a ser máquinas que deambulam pelas ruas da cidade.


segunda-feira, abril 05, 2010

Admito que também erro.

Aprende-se com as asneiras que fazemos mas é difícil admitir que erramos... eu não gosto de errar, ninguém gosta... mas hoje em especial fiquei triste com o erro, não devia ter sido assim. Às vezes dizemos coisas que não devemos, outras que nos saem sem nos apecebermos mas fazer algo errado é sempre pior.. as palavras mais facilmente esquecem-se mas os actos... esses não são tão fáceis de esquecer. Não errei para alguém errei para mim, achei-me capaz de algo e errei... tenho de perder a mania que tenho de ser eu a fazer tudo e que quando faço algo tem de ser perfeito... como já debati: ninguém é perfeito e eu também não sou...

Não posso ser tão dura comigo... culpo-me de tudo. Amanhã o dia será certamente melhor... esperemos.

domingo, abril 04, 2010

Há dias... que podem ser assim... ausentes...

Hoje é um daqueles dias em que me deu imensas saudades de estar com os meus amigos... mas não com os amigos que estão perto mas com aqueles que estão muito longe... tenho saudadess deles... das suas conversas, das suas aventuras, do som das suas gargalhadas... aquelas horas sentados na esplanada, as aventuras e as viagens malucas... posso falar com eles frequentemente mas estou farta deste ecrã que só me deixa escrever e nada mais... sim posso vê-los mas não posso tocar... não estão aqui, mesmo ao lado... estão distantes.
Os amigos são todos diferentes, todos especiais à sua maneira e todos eles têm um lugar especial... mesmo depois de uma desilusão continuo a guardar o seu espaço... onde cada um me pertence. Este pertencer não é nada de obsessivo e é até muito saudável... cada palavra que é dita descreve cada relação de amizade... com cada um há uma música... há um momento... há uma história...
Hoje para estar com cada um é através das famosas redes sociais ou atraves dos chats mais conhecidos... estou farta das novas tecnologias, ao mesmo tempo que nos aproximam separam-nos... estou farta de distâncias, torna tudo mais difícil e mais inacessível.
Não aproveitamos quando estamos presentes e agora a ausência da presença magoa... há dias assim... mas tudo passa, nem que seja com o passar do tempo...

sábado, abril 03, 2010

As minhas palavras, as tuas, as nossas, as de todos...

Às vezes só me apetece nada dizer... mas o silêncio magoa, leva-me a crer que se não existe nada para dizer é porque nada existe realmente. Somos seres humanos, com vontades e feitios, com formas de pensar e de criar, somos todos diferentes.

Às vezes as nossas decisões levam-nos para longe e isso pode fazer com que se perca a coragem de dizer certas palavras... de explicar certos sentimentos. Mais uma vez o silêncio... quando este ataca leva mais mágoa que ausência dela... os olhares, o som da respiração, às vezes ofegante do nervosismo, da inquietação. A presença ausente das palavras... somos humanos, por isso cometemos erros... mas o que podem parecer erros podem ser na realidade as decisoes mais acertadas... às vezes é necessário que tenhamos consciência dos nossos actos e o que um dia pareceu acertado pode revelar-se o contrário.

As palavras podem magoar, podem ser duras, feias e cortantes... às vezes são mais que uma espada cravada no peito... magoam.
Às vezes quando escrevo as minhas palavras estas são deturpadas de várias maneiras... umas ainda conseguem se aproximar da verdade, outras estão longe do real. Não escrevo para ser compreendida, as minhas palavras nem sempre têm nexo para quem lê... só para quem as escreve, eu.
Palavras, palavras e palavras... não entendo o que as faz calar sem que lhes ordene. Calo-me então para sempre, sem palavras acabam os actos e acaba o que um dia teve sentido e que agora não existe...

quarta-feira, março 31, 2010

Everything you say can be used against you...

A conversa passou pelo passado e por uma conversa que recentemente tive... e realmente isto de ter amigos rapazes é bem mais fácil para perceber o que nós mulheres sentimos e somos mas, também, a previsibilidade dos homens.

Um dia alguém disse que precisava de viver uma certa experiência e que essa era muito importante, no entanto eu não fazia parte desse futuro, pelo contrário... passados dois anos essa mesma pessoa apercebe-se que tem saudades de muitas coisas mas principalmente das nossas conversas, da minha compreensão... a experiência afinal não está a ser o que foi tão esperado que fosse... "estás longe..." sim estou, mas já estive perto, bem perto...
Entre outras coisas e palavras faladas disseram-me algo que se resume a isto: nós mulheres guardamos sempre algo para ser usado contra os homens, ou melhor nós aproveitamos todas as palavras por vós, homens, ditas para dar o troco de algo que nos magoou ou revoltou... o ser humano é demais. Por isso, "everything you say can be used against you"... :D
Os homens... gostam de se fazer dificeis, gostam de parecer distantes para nós, mulheres, andarmos atrás... às vezes basta só uma mensagem para que tudo volte ao mesmo, nem que seja a tipica : "olá, está tudo bem?" Eles sentem logo que ganharam este round... e voltamos ao jogo do gato e do rato. Cansativo e aborrecido, às vezes sabe bem sair desse jogo porque começa a cansar e, por consequência, a perder o interesse.
Concluindo, somos uns parvos que deviamos ser mais sinceros e dizer tudo o que nos apetece... lições de vida todos merecemos e não precisamos de ter vergonha em aprender com os outros e muito menos de admitir que erramos ao tomar certas decisões... mas, o que é passado fica lá atrás. :D
Felling Good... bom feeling :D

terça-feira, março 30, 2010

Amanhã... é só aventura...

Há muito tempo que anseio pelo dia de amanhã.. se estou nervosa? Sim, estou. Amanhã vai ser um dia de aventura e os que se seguem ainda mais... mas mais uma vez fecha um capítulo da minha vida e abre um totalmente novo. A vida é mesmo um livro... e tem de sê-lo, é tão bom poder escrever todos os dias uma página desse que deve ser o maior livro do mundo... o nosso.

Eu gosto de ler, leio tudo o que encontro até o pacote de leite enquanto tomo o pequeno-almoço. Mas, também gosto de escrever... escrevo muito não só em blogues, principalmente em folhas de papel soltas... são aquelas escritas que ninguém vai ler... não é público.

Mas amanhã é o começar de uma nova era... tenho muito que aprender e muito pelo que passar... mas é amanhã. Amanhã começa o tal capítulo em que tudo será novo, a partir de amanhã vou olhar o mundo de uma forma mais suave, mais simpática e... diferente. Vou simplesmente deixar andar... :D

sábado, março 27, 2010

Cansaço.

"Estou cansada" era uma das frases que mais dizia quando estava a estudar, uma das frases que me identifica no meu passado... mas é normal que agora sinta cansaço, diferente sem dúvida mas não deixa de ser perturbador.
Num estalar de dedos tudo à volta podia mudar assim não me cansava tão rápido... este cansaço deve-se à incerteza da minha vida, se fico ou se mudo.

Habituamo-nos a tantas coisas e a tantas pessoas que quando tudo isso não está perto perdemos um pouco o sentido da vida. Torna-se dificil dar rumo a uma continuação de factos, de quotidiano... não quero com isto dizer que não tenho rumo, sim tenho mas um pouco incerto... não estou dependente desse rumo prefiro dizer que neste momento vivo consoante a maré, cada dia no seu lugar...

Mas quero mais e estou cansada de pedir por mais, de lutar por mais... quando no fundo nada acontece e, por vezes, nem uma palavra amiga para me fazer acreditar que sou capaz de lá chegar. Sim, eu não falo sobre a totalidade dos factos, mas também nem sempre perguntam sobre isso...

Estou cansada e hoje tenho sono, muito sono... dormi mal e acordei cedissimo... amanhã é outro dia mas hoje está a custar a passar... passei de bem disposta a aborrecida... talvez um pouco triste... amanhã passa ou não... mas não faz mal.

Noite e dia...

Saí pela primeira vez à noite, a minha rua mete medo, está tão escura que tudo assusta... mete respeito. Fui ver como as ruas da cidade estavam à noite... normais em comparação com o "antes"... bebi café, estive com os amigos, contamos histórias, peripécias, reencontrei amigos de longa data e diverti-me, coisa que já não sabia o que era...

Foi agradável voltar a estar à vontade sabendo que hoje não tinha de acordar cedo e partilhar isso com alguém... afinal hoje acordei à mesma hora, o melhor é tomar um banho e sair... está sol e quero aproveitar para ver se ganho uma cor mais saúdavel sem ser este branco de publicidade à Nivea...loll
Saio... o sol aquece-me a pele fico logo bem disposta o com sol... até está calor, será que o verão chegou mais cedo? Já estava farta de chuva e de nevoeiro... deprimente. Agora só faltam chegarem as férias para espairecer e passear por esse Portugal fora... não vejo a hora de estar noutros ares e sem preocupações... vou tentar esquecer tudo e vou tentar aproveitar os momentos como se fossem os últimos... na verdade não sei quando vou voltar, talvez daqui a pouco tempo ou muito... não sei... não faço planos, não quero... neste momento os planos são para um futuro próximo... e quero estar comigo a 100 por cento... Agora é só sorrir para a vida e continuar em frente...

terça-feira, março 23, 2010

Rascunhos e gatafunhos...

Tento escrever de modo a por as minhas ideias em ordem, todos os dias tento escrever sobre o que me inquieta, o que gosto e aquilo que me acontece. Mas confesso que tem sido mais difícil escrever com clareza sobre tudo o que me rodeia. Não sei se será cansaço, monotonia ou simples falta de inspiração.

Eu até tenho escrito mas, por diversos factores, tenho mantido como rascunho. Dou por mim em cafés a "gatafunhar" papéis, a escrever sobre tudo e sobre nada... Escrevo, mas às vezes essa escrita pode não ser bem interpretada por alguém e isso pode gerar discussão...

Na verdade, fico cansada de ter de explicar a razão das minhas palavras... não me refiro aos comentários, refiro-me às conversas de café, de msn e muitas mais... eu escrevo aquilo que me apetece, escrevo aqui e em outros locais...

Há dias em que uma simples frase diz o que me vai na alma... simples e complicada.

sábado, março 20, 2010

De 20 a 20...

Já passou um mês, mas o medo e o susto ainda não foram embora. Ainda em sobressalto saio à rua pelas 10 da manhã, faz exactamente um mês! Está sol, quente, coisa estranha, tanto está sol como chuva e vento, e tragédia. A luz do sol aquece-nos a alma, lembramos a situação mas já conseguimos sorrir. Passeio pelas ruas da Cidade mas os vestígios já são poucos, já existe alegria.

Andam todos mais sorridentes e fazem planos para o futuro. A vida voltou mesmo ao normal. Foi um susto mas quase que já não vemos o rasto de destruição que se via na televisão e nos jornais. Agora tudo está a ficar igual ao que era... algumas ruas ainda estão a ser reconstruidas, mas para quem não conhece a Cidade parece que só andamos a fazer umas obras de rotina... (às tantas já as devíamos ter feito). Os jardins estão a ser arranjados, as flores, o verde e as cores claras voltam a alegrar o que a lama quis esconder.

Ainda se fazem contas à vida, muitos negócios desapareceram e muitos prejuízos aconteceram... mas a manhã está calma, digamos que um sábado normal. As ruas estão repletas de pessoas e os turistas não esqueceram a Madeira... pedem indicações e param para olhar o mapa que trazem na mão.

Após um mês a Madeira volta, pouco a pouco, a ser uma ilha de flores e de alegria...

sexta-feira, março 19, 2010

Dia do Pai

O meu Pai é um senhor com um feitio complicado porque sem que se note gosta de controlar tudo à sua volta e defender o que é seu. O meu Pai é especial, porque é meu Pai.

Nós somos três irmãos. O meu Pai sempre quis um filho, da primeira vez chegou ao hospital com bonecos, carros e até uma espingarda de brincar, porque ele é caçador. E estas foram as prendas para a primeira menina.
Da segunda vez, foi mais uma "decepção" era eu, uma menina. Lá se foram mais uns presentes como bolas e carros, novamente. Da terceira, e última vez, ele decidiu não levar nada, ligaram-lhe e disseram: é um rapaz. Resposta: Claro, das outras vezes também supostamente eram. Para sua surpresa era mesmo verdade.
Ser pai não é fácil, são tantos encargos e tantas responsabilidades. É uma decisão que tem de ser ponderada, e depois se acontece o que aconteceu ao meu Pai logo duas meninas, o que segundo mesmo implica milhares de preocupações. Por acaso nunca entendi isto de dizerem que filhas só trazem problemas, chatices e preocupações. Eu sou uma filha bastante agradável. Fervo em água fria mas isso é só porque gosto muito dele e temos feitios diferentes. :D
Feliz Dia do Pai. :D

Um ano e meio depois

Há cerca de um ano e meio atrás pedi o certificado de pós-graduação epara meu espanto tive de pagar um diploma, que até foi mais caro que o certificado. Mesmo assim quando perguntei sobre tal diploma não me souberam ao certo dizer o que era, e o que constava nesse diploma. Decidi esperar...
Finalmente, hoje, chegou o tal diploma que certifica que eu, a minha pessoa, concluí o curso de especialização em Marketing que consta do mestrado de Marketing. Praticamente diz, por outra palavras e noutro papel, o mesmo que o certificado. Isto é o que os Serviços Académicos das universidades fazem para ganhar uns trocos. A isto chama-se roubar aos pobres... mais um diploma para guardar na gaveta e deixar ganhar pó, pois nunca nos pedem diplomas mas sim certificados para comprovar as habilitações... :S

Isto mesmo só em Portugal.

Depois queixam-se que o povo desconfia mas não é para menos. Acontece uma catástrofe, todos arregaçam as mangas para ajudar quem está longe liga para as linhas de apoio à Madeira. Depois de baixar a poeira o Estado vem... e "pumba", cobra taxas de IVA. Isto é que é Portugal.

quinta-feira, março 18, 2010

Amigas e Rivais.

Ontem pus-me a pensar na quantidade de amigas que tive durante toda a minha infância e adolescência, aquelas a que chamo de amigas e rivais. Isto porque cheguei à conclusão que acabávamos por gostar sempre do mesmo rapaz, coincidências.

Na primária a minha primeira amiga foi a Joana, uma miúda betinha, loira, de olhos azuis de quem todos gostavam. Começou o meu problema com as Joana's... Esta minha amiga uma vez ousou fazer um comentário despropositado sobre uma outra pessoa e, pela primeira vez e única, eu dei-lhe o maior "chapadão" da vida dela, foram três dias com a minha mão marcada na cara. Crianças...!!! Por coincidência gostavamos do mesmo rapaz, o André, um miúdo baixinho, betinho de olhos azuis.
Ensino básico: já era eu uma mini - adolescente e tinha muitas amigas. Na altura só gostava de jogar basquete e estar nos recreios na brincadeira. Uma das minhas amigas chamava-se Ana, era uma miúda normal com cabelos muito compridos lisos, muito branquinha e com os lábios muito vermelhos, até destoava, e tão magra que parecia anoréctica. Fomos amigas até nos mudarem de turma mas mais uma vez gostavamos do mesmo rapaz, o Chico.

O secundário chegou e pela primeira vez eu gostava de um rapaz diferente das paixões das minhas amigas. Não competiamos nem havia contrastes de nada, éramos todos amigos, todos diferentes e todos iguais.
Chegada à universidade não achei grande piada aos comportamentos da maioria das raparigas, um pouco mais novas e que saiam de casa pela primeira vez. Algumas até pareciam "gado à solta", aqui já lá vão muitas histórias que prefiro não falar. Já no que toca às coincidências amorosas, deixaram de ser coincidências e passaram a competição, que não era saudável. Sempre preferi afastar-me dessas parvoíces que só revelavam falta de imaginação e de personalidade. O caso mais caricato contou com ameaças anónimas através da Internet, criancices. Eu não reagi a essas provocações, só simplesmente contei o que se passou às pessoas que tinham o direito de saber, o que revelou ter sido suficiente.
Mais uma vez competições... as mulheres não entendem que estas "coisas" só as tornam mais mesquinhas, tolas e que isso não as leva a lado nenhum. Não gosto de pessoas mesquinhas, egoistas e tolas. Na verdade, os meus melhores amigos, na sua maioria e não são muitos, são homens, eles compreendem-me melhor. Não preciso de explicar dezenas de vezes a mesma coisa nem tenho de responder a perguntas parvas. O mundo masculino é muito mais simples... às vezes até penso que numa outra vida fui homem, só pela forma como penso agora. Será posssível?
Hoje, continuam a existir rivalidades e competições, mas agora são mais controladas, outras nem temos conhecimento e é melhor não ter,e assim se passam as fases da infância, da adolescência e a passagem ao mundo adulto... um pouco cruel, mas de certeza que todas as mulheres tiveram Joana's, Ana's, pseudo-jornalistas (esta em especial infernizou muitas raparigas e rapazes...loll) e muitas mais nas suas vidas.

segunda-feira, março 15, 2010

Fellings...

NC

Eu quero voar!!!... Ir e desaparecer... :)

Estou há dois dias a tentar marcar viagem para as minhas férias, mas não está nada fácil. Primeiro, eu não gosto de fazer compras na Internet. Segundo, problemas com o pagamento. Agora tenho de esperar até amanhã para resolver a situação. Porque é que quando queremos muito alguma coisa parece que é sempre mais dificil chegar ao objectivo... vejo-o mesmo ao fundo de um túnel. Estou mesmo a precisar de sair daqui, estar com os amigos, passear, reviver as pessoas, os sítios, as memórias e estar à vontade, sem horários e sem compromissos. Apetece-me estar livre como o vento...
Quero duas semanas longe de tudo e de todos, deixar a rotina para trás e seguir atrás do vento... Sem compromissos e sem pressas, bem, compromissos ainda são alguns: eu não me esqueço do que prometo. :D
Ai... vai ser tão bom. Já tenho saudades de andar de avião, já lá vão uns meses. Depois, as férias que tirar a seguir tenho de decidir sobre o destino, tenho três hipóteses: Manchester, Paris ou Tenerife. Bem, mas por agora fico mesmo por Portugal Continental.

sábado, março 13, 2010

"Terapia de choque"


Acho que preciso de uma terapia destas, não por ser temperamental mas para me tornar... lol

sexta-feira, março 12, 2010

Falta de civismo entope a baixa funchalense.

Quem tem bom senso não sai de casa com carro particular, usa os transportes públicos que já estão a funcionar quase a 100 por cento. Mas não, o povo é curioso e sofre de uma doença que se chama grande falta de civismo. As autoridades pediram que não se deslocassem à baixa da Cidade por estarem a decorrer trabalhos mas as pessoas insistem e levam os seus carros para uma avenida, a Avenida das Comunidades Madeirenses, que antes tinha quatro vias de trânsito e agora só tem duas. Mais, é de onde saem a maioria dos autocarros que ligam todo o Funchal e zonas rurais. Os acessos são reduzidos e complicados porque as pessoas insistem em levar os carros para a baixa. A direcção de estradas da Madeira também podia ter a decência de fechar os acessos à Avenida para que só aí circulassem os autocarros, carros de serviços e os transeuntes, mas esta deve ser um hipótese demasiado boa para suas excelências.

Resumindo, estive duas horas à espera de um autocarros para poder chegar a casa, ninguém merece. Duas horas em pé, de saltos altos (ainda não comprei as galochas/botas de água) e com uma tremenda dor de costas. Para melhorar o simpático motorista parou antes do devido sítio e tudo quem chegou por último entrou primeiro. Nada que umas palavras de reclamação vinda da minha pessoa não tivessem resolvido a situação.

Estive perante duas situações de falta de civismo, estradas entupidas de carros, sem necessidade e só por teimosia, e, ainda, as guerras nas paragens de autocarro para ver quem entra primeiro.

Conclusão, EU QUERO A MINHA MADEIRA DE VOLTAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!1

quinta-feira, março 11, 2010

Intempéries "criam" modas e estilos


Pode parecer estranho quando na mesma frase uso a palavra "intempérie" e "moda", mas na verdade é o que está à vista. Depois da catástrofe e intempérie como aconteceu na Madeira , onde as ruas ficaram destruídas, estradas inexistentes e muito mais, começam-se a criar modas e estilos.
As pessoas tentam normalizar as suas vidas o mais rapidamente possível e, para isso, até mudam o rumo das coisas. Este ano com a intempérie a moda são as botas de água, calçado que usei quando era muito pequena. Toda a adolescente tem de ter umas botas dessas e não precisam de ser coloridas aquelas todo as pretas ou verdes, como usam os agricultores e os pescadores, também servem. O que importa é terem umas botas de água.

Apesar do referido calçado ser deveras confortável e, como o próprio nome indica, servem para andar na água sem molhar os pés agora tornou-se um ícone da moda madeirense. Ser adolescente e não ter umas botas de água é "demodé"...

Na verdade, estas botas são fantásticas para andar nas ruas que ainda estão cheias de lama, pedras e onde uma bota de salto alto não transita, experiência própria. Podemos dizer adeus aos saltos agulha por alguns tempos... apesar de já não ser adolescente, lá terei de usar sapatos de Aladino ou botas de agricultor...

Quem um dia fui e o que serei... ??!!

As incertezas fazem-nos querer sempre mais do que aquilo que procuramos, todos os dias têm de ser vistos como uma aventura, mas logo agora que eu perdi um pouco do espírito de aventureira...

Quando nos habituamos à pequenez do indivíduo, às constantes 24 horas do dia, e ao mundo cada vez mais diminuto que nos rodeia, é difícil manter o espírito de aventura com o qual nasci. Não sei se será uma transição da vida... da idade... talvez.

Todos os dias até podem ser uma descoberta mas estão longe de ser uma aventura. Gosto de traçar objectivos de forma a planear algo para o futuro, incerto e sem datas, simplesmente deixar-me levar. Mas, neste momento, não estamos para aventuras tudo está tão negro e assustado que nada nos transmite esse espírito do qual sinto saudades.

Sinto saudades das épocas em que tudo era uma brincadeira, em que as responsabilidades apesar de serem as mesmas pareciam bem mais fáceis de suportar e em que tudo parecia rodar à volta de todos nós e não dos outros.

Antes tinha outro tipo de inspiração, de companhia, eram outras conversas e tudo parecia estar a querer o mesmo. As ruas eram diferentes e as pessoas também. Aqui todos parecem se conformar com as vidas que têm, mas eu recuso-me. No dia em que pensar que isso está a acontecer comigo eu juro que mudo, nem que para isso seja preciso mudar de cidade, outra vez.

Talvez aí o meu espírito de aventura volte. Talvez todo o meu eu volte a ser o que era. E, assim, o meu incerto "ser" volte para traçar outros objectivos, talvez mais íntimos e com mais satisfação pessoal. Fases são fases, ninguém as pede mas elas aparecem...

segunda-feira, março 08, 2010

Sol e Mar

Uma tendência? Uma procura? Um mercado? Sim a tudo isso, mas principalmente estas duas palavrinhas resumem parte do meu dia. Hoje esteve sol, ou melhor, ainda está sol, esteve calor de verão e ainda estive tão pertinho do mar que deu para não lembrar tudo o que me entristece. Por alguns minutos esqueci que o resto do mundo existia e aqueci a alma. Não pensei em nada, simplesmente estive a sentir o sol a queimar a pele enquanto a brisa do mar acalmava os sentimentos. Senti-me a flutuar, sensação há muito esquecida. Como é bom não pensar em nada, não querer nada, não exigir, não sentir... nada de nada. Um momento para o que ainda está vazio mas que faz parte do meu ser.

Este foi um momento para valorizar tudo o que de bom existe. Agora à noite nada como tomar um banho com muita espuma, relaxar e ver um bom filme. :)

domingo, março 07, 2010

Voltou tudo à "normalidade"...

Fecharam-se as portas à tristeza e a vida dita normal sai à rua. Passaram-se duas semanas após toda a tragédia que gerou desespero, solidão e tristeza. Foram tantos os casos de fatalismo como heróicos. Histórias foram contadas ao som de um choro global que fez com que todos os olhos se voltassem para a Pérola do Atlântico. Votos de solidariedade e ajudas de todo o mundo vieram ao encontro de um povo que viu a catástrofe cair sobre o que de sempre chamou como seu.
Os madeirenses viraram a página desta tragédia e tentam viver normalmente mesmo que isso pareça estranho. Podem muitos não entender a força que um povo pode ter e sentir num momento de tanta fragilidade e tristeza, embora tão irreal que pareça acho que nem os próprios cairam na real do que se estava a passar. Começar a limpar quando ainda se noticiava o que aconteceu foi uma necessidade e isso demonstrou que nada pára este povo, muitas vezes recriminado por outros. Fizeram valer que a união faz a força.
Os dias agora começam a ter um sabor menos amargo para começar a dar lugar a dias com mais alegria onde o sol começa a ser uma constante. Começo a reconhecer a minha terra e a minha Cidade. Dia a dia, as semanas vão passando e embora não esqueçamos o que aconteceu vamos começar a pensar em outros problemas, talvez fúteis, mas que vão ajudar a dar outra cor aos nossos dias. O que precisamos agora é conseguir ver tv sem que apareçam as imagens trágicas de uma Madeira destruída. Abrir o jornal sem se falarem em vítimas e mortes. Começa a ser complicado para nós estar a tentar "esquecer" tudo o que se passou e tudo à nossa volta lembra a tragédia que nos assombra.
Não é necessário nos lembrarem do que aconteceu pois as imagens estão presentes a toda a hora, são visíveis. E, por mais que queiramos esquecer estará sempre presente, infelizmente ainda está à vista...

sexta-feira, março 05, 2010

Madeirenses solidários. :D

Após o sucesso de "Uma Flor para a Madeira", iniciativa de Luís Jardim, que também sofreu com esta intempérie, agora é a vez da estilista Fátima Lopes contribuir para a reconstrução da Madeira. Ainda com data e lugar incertos Fátima Lopes salienta que vai apresentar a sua colecção Outono/Inverno, 2010/2011, no Funchal.

terça-feira, março 02, 2010

À descoberta das ruas da minha terra

o rasto de destruição é bem visível. Saio 15 minutos mais cedo de casa para apanhar o autocarro, fica longe e só me leva até meio caminho, o restante faz-se a pé. Há estradas bloqueadas, ainda trabalhos a decorrer, o nosso quotidiano, obrigatoriamente, mudou.

Neste momento, seja lá o que tiver para fazer sei que vou demorar o dobro ou o triplo do tempo que demorava antes. Tratar de burocracias é para esquecer, os sítios como a "Loja do Cidadão" estão impossíveis, até parece que tudo vai desaparecer ou que o mundo vai acabar amanhã. É razão para dizer que as pessoas andam mesmo assustadas, principalmente com as prvisões da meteorologia. Se dizem que vai estar bom tempo, toda a gente sai de casa. Se disserem que vai estar nublado e com alguma precipitação, já começam a pensar no pior e que vai acontecer tudo outra vez. Acho que é normal, não posso dizer que isso também não me tenha passado pela cabeça, uma ou duas vezes.
Resolvidas as situações pendentes tento voltar para casa. Que dificuldade! Tive de andar a pé mais uns 15 minutos para chegar à paragem do autocarro, esperar junto a um monte de gente, depois chegado ao destino andar mais 15 minutos até chegar a casa. O exercício faz bem à saúde e assim não tenho de ir ao ginásio. (tenho de encontrar aspectos positivos...)
Levar carro para o Funchal é impensável, muitos parques de estacionamento ainda estão fechados, as estradas ficam entupidas de trânsito e, por isso, complicado para circular. Andar a pé faz bem, o que se torna chato são as dores no corpo no dia seguinte.
Esta foi a primeira vez que saí até ao centro do Funchal, depois do dia 20, e em uma semana conseguiram com que o Funchal estivesse transitável e limpo. Impressionou-me ver algumas ruas destruídas e lojas fechadas e em limpeza, mas comparado com o que vi na televisão até está tudo "bem". Excluindo a dificuldade de acessos, provocando um cansaço extremo, foi bom voltar ao centro da minha Cidade.

domingo, fevereiro 28, 2010

A diferença da "normalidade".

Amanhã começa a "normalidade" na cidade do Funchal, após uma semana da tragédia, as pessoas não sabem como vão encontrar as ruas e o tal café que lhes atendia sempre com um sorriso. Eu sinto-me assim. Há uma semana que não me desloco ao centro mas decidi que amanhã vou aventurar-me por essas ruas abaixo e vou ver o mar, de mais perto. Vou passear pelas minhas ruas preferidas e vou ouvir o que a Cidade tem para me dizer e o que tem para me mostrar.
Não vai ser fácil ver alguns sítios detruídos e o Funchal, certamente, não vai estar tão alegre como é hábito. Agora as pessoas, os madeirenses, é que vão ter de fazer a alegria desta Cidade, que nem mesmo com o mau tempo cruzou os braços. O que mais se tem visto é a força que um povo pode ter, todos juntos por uma causa. A recuperação da Madeira é neste momento uma prioridade, uma necessidade e um objectivo. Como já disse a união faz a força e a Madeira tem sido exemplo disso. Mas também o têm sido todas os portugueses e estrangeiros que têm contribuído para que esta recuperação seja concluída o mais rapidamente possível. Acreditando nas palavras de AJJ "a Madeira vai ficar ainda mais bonita do que era, em dois meses."
:D

sábado, fevereiro 27, 2010

Que a seguir à tempestade venha a bonança...

A verdade é que de bonança ainda não tivemos nada. Ainda nem recuperámos do susto e já outra tragédia, embora mais pequena em dimensão, acontece. Começo a descobrir aspectos menos positivos de viver numa ilha. Ainda estamos a recuperar do que se passou à uma semana, e embora a Madeira esteja sob alerta, desta vez foi a vez do mar fazer as suas partidas. Vento e água quando se juntam só fazem estragos. A algum tempo o mar galgou as fronteiras terrestres e destruiu uma das praias do Funchal, a Barreirinha. agora foi a vez de não só entrar para a piscina do Lido mas também derrubar o muro que separava a praia do mar. Há quem diga que o segundo andar do compleo balnear foi afectado, não sei se é verdade mas não deixa de ser possível. O País está em alerta laranja em todos os distritos e, como é normal, a população está assustada e com medo. Vamos passar mais uma noite sem dormir, com a espera de rajadas de vento a cerca de 150 km/h. O alerta mantém-se e já faz duas semanas em que assustamo-nos por tudo e por nada. O sol hoje deu o ar da sua graça, as pessoas assim sempre parecem mais felizes, nem que isso seja uma capa ou disfarce. Tudo fica mais bonito com sol.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Comprei a Visão, sencionalista ou não, é uma causa com certeza.

Hoje comprei a Visão. Ontem um amigo alertou-me para a capa da revista e depois no facebook até houve polémica e discussão onde foi comentada esta capa como sendo sensacionalista.
Eu, sendo madeirense, não achei sensacionalista até porque jornais nacionais, durante esta semana, mostraram fotos deste género. Na verdade, embora chocante, foi isto que aconteceu. Não se falam muito das vítimas que morreram, mas elas existem. As fotos estão na Internet para quem quiser ver. Além do mais, esta será a forma de vender um pouco mais revistas do que o normal e mesmo assim dar o seu contributo, pois 0.50 € revertem a favor das vítimas desta intempérie. Sensacionalista ou não, a verdade é que em vários quiosques, na Madeira, esgotaram, fui encontrar num supermercado e junto a esta já não haviam muitas. Logo a seguir a mim, várias pessoas pegaram também numa revista, e quando esperava na fila para pagar o casal de estrangeiros que estava à minha frente olhavam para a revista e tentavam entender o que lá estava escrito. De certeza que se tivesse sido feita uma edição em inglês, esgotava.

Estratégia de venda ou não, a verdade é que é uma compilação do que se passou na última semana na Madeira. Fala-se em imagens chocantes, mas será que alguém pensou que algumas pessoas viram imagens "ao vivo e a cores" bem piores? Pessoas que ficaram com a imagem do desespero das pessoas que foram levadas pela força da água, os seus rostos assombram quando fecham os olhos, tudo porque não conseguiram ajudá-las, porque, simplesmente "escorregavam das mãos".

Como a Visão, outras revistas podiam ter feito o mesmo, 0.50€ é só uma pequena parte dos seus 2.95€, total da revista. Não vamos começar já a chamar nomes quando estamos todos solidários para ajudar quem com nada ficou. "VISÃO, TENHA UMA."

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Números e erros de cálculos, alguém faltou às aulas de matemática.

Hoje vem publicado no DN-Madeira uma notícia que referencia a primeira autópsia realizada, às vítimas do temporal, tem o número 64. Os responsáveis de medicina legal explicam que este é um número sequencial das anteriores autópsias, processos, feitas desde o dia 1 de Janeiro de 2010. A verdade é que mais à frente na notícia referem que o número actual é de 108 processos. Feitas as contas foram feitas 44 autópsias. Agora pergunto se não estará o GR a fazer mal as contas quando ontem referiam a estimativa de 42 vítimas mortais e hoje vários canais de televisão focam as 41 vítimas, alegando ser o número oficial dado pelo GR. Só aqui já estamos com uma diferença de três vítimas. Outra questão que se levanta é quando se lê na dita notícia que foram autopsiados 36 dos 38 corpos. Então, ainda faltam dois, o que aumenta o número para 110, prefazendo um total de 46 vítimas mortais. Acho que basta fazer contas.
Bem, alguém andou a faltar às aulas de matemática.

Volto a dizer que compreendo que não divulguem o número total de vítimas, não há razão para alarmismos, mas que façam bem as contas porque este tipo de situação só lhes fica mal. Depois dizem que o mal é dos órgãos de comunicação social e coitados dos jornalistas que são criticados sem dó.
Os dados que estão a ser fornecidos aos jornalistas não são os mesmos e os números diferem muito. Na minha zona por exemplo, o Livramento, infelizmente faleceram muitas pessoas, e para nós é fácil fazer as contas e ultrapassam as 15 vítimas, no mínimo. Não entrando em pormenores, mas referindo o assunto, foi dito à RTP que só perderam a vida duas pessoas, a indignação começa a levantar-se e as pessoas estão revoltadas com o que é dito. Algumas delas vêem a memória dos seus familiares a ser destruída. Será justa esta falta de verdade sobre a realidade de todos os madeirenses??!!

Alguns dos Jornais e revistas que falam da tragédia na Pérola do Atlântico

Notícias da Covilhã

Urbi et Orbi

Focus

Sábado

Visão

Público

DN

DN- Madeira

JN

Jornal da Madeira

Correio da Manhã

O cheiro das ruas...

Psicológico ou não a verdade é que as ruas cheiram mal. Não sei explicar a que cheiram as ruas, mas a minha rua, em especial, tem um cheiro diferente e não é a terra molhada. Na minha rua foram encontrados cerca de 20 corpos, alguns dos quais só foram encontrados ontem, e daí o cheiro putrefactivo. Cheira a tristeza, lágrimas e morte. É estranho passar naquela estrada onde pessoas perderam a vida. Estrada que continuam "meio fechadas", só residentes podem passar e mesmo assim com controlo, pois está muito danificada. As paredes parecem que vão cair a qualquer momento e o pavimento está frágil, em alguns sítios deixou de existir alcatrão.
Acho que estamos a ser influenciados pelos sentimentos de todos, andamos em sobressalto devido ao mau tempo que se avizinha, outra vez. Dizem que amanhã vai chover e aconselham a ter cuidado, evitar sair de casa e etc. Uns dizem que não é preciso alarmismos porque não vai acontecer mais nenhuma tragédia, outros dizem que tudo pode acontecer. Já ninguém sabe em que acreditar, as informações são todas diferentes e podem ter dois significados: ou tornar o povo num bando de medricas ou então em super-heróis, fortes e sem medo.
Daqui a dois dias faz uma semana mas para todos nós parece ter acontecido ontem...

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Boatos, suposições e verdades misturam-se.

São muitas as informações que não são oficializadas, há troca de números de vítimas mortais, o GR tenta desculpar-se mas acabam por só meter os pés pelas mãos. Os números não são os verdadeiros, nem os dados os correctos, alguém tenta esconder o que realmente se passa mas isso só está a trazer revolta no seio da população. Alguns órgãos da comunicação social avançam com números dizendo que foram obtidos através de populares que estavam no recinto. Se é verdade ou não, ninguém sabe.

A verdade é que mesmo com toda a tragédia a acontecer, o mau tempo que varreu toda a baixa funchalense, vários funcionários de um shopping center conhecido e localizado numa zona que não foi afectada pelo mau tempo, esses funcionários tiveram de trabalhar todo o dia, até ás 19h, sem que houvesse trocas de turnos. Segundo algumas pessoas, a direcção principal deste edifício, que no momento da tragédia se encontrava em Portugal Continental, não autorizou as lojas a fechar, ameaçando multas aos lojistas. A direcção do referido shopping transmitiu as ordens dos superiores e assim, os lojistas passaram o dia inteiro a pensar o que poderia ter acontecido aos seus familiares e colegas que não conseguiram chegar ao local de trabalho. Esta atitude dos órgãos superiores é no mínimo desumana. Uma das lojas do referido centro comercial ainda deixou as portas abertas até à meia noite, sempre com os mesmos funcionários do turno da manhã.
Está a existir uma grande união no que toca à limpeza da Cidade mas ainda há quem tenha sido egoísta e desumano no que toca a recursos humanos. Sabe-se que exploração existe em muitos sítios mas este tipo de exploração ultrapassa qualquer grau de desumanidade. Os funcionários não têm só deveres com as empresas como também têm direitos.
A pouco e pouco vão-se descobrindo situações que aconteceram a 20 de Fevereiro.

A imagem que percorre as redes sociais.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

30 minutos demorados no que antes se fazia em cinco minutos

Parece incrível, pelo menos para mim, mas hoje tive de sair de casa por necessidade e sair até saí bem. As estradas estão mais ou menos abertas e pelo meno os moradores podem passar. Fiz o que tinha a fazer e regressei a casa. Mas este regresso que antes demorava cinco minutos, e era praticamente feito através da via reservada foi feito por ruas, estradas, pontes que já nem me lembrava que existiam. Uma pessoa habitua-se às estradas mais fáceis e com um acesso mais rápido, aproveitamos as vias mais rápidas tudo para chegarmos aos sítios sem muito embaraço.
Devido ao longo trajecto, passei por uma das zonas bastante afectada pelo mau tempo, a zona da Fundoa. Os extremos da estrada onde passa uma das ribeiras está repleto de buracos feitos como que a descer da montanha. Não sei explicar exactamente o que vi. Bocados tirados da montanha como se alguém tivesse lá ido com uma pá ou uma enxada. A estrada estava com buracos, água e terra. No percurso dá para ver um armazém todo destruído, onde era uma padaria, do outro lado um outro armazém com carros todos sujos e alguns com moças. É impressionante ver estas imagens reais. E isto, em comparação com outros locais, não é nada.

Descobertas, decisões e opiniões sobre a tragédia

Cada dia está a ser uma descoberta, embora não seja positiva. Desde as notícias na televisão como nos jornais, todos os dias há algo novo para contar. E até para especular. Apesar de tudo o que aconteceu a comunicação social tem sabido comportar-se na informação que disponibiliza. Digamos que não tem exagerado nos boatos, que se têm feito, na sua maioria, pelos populares, como na dramatização exacerbada dos acontecimentos. Mesmo sendo esta uma situação dramática é bom que não se use isso para dramatizar ainda mais. A verdade, é que todos os dias têm sido suficientemente tristes com notícias de mais desaparecidos, contam já com cerca de 40, e mais pessoas vão sendo encontradas debaixo dos escombros já sem vida.
Muitas pessoas estão impossibilitadas de se dirigirem ao Funchal, centro, porque as estradas estão fechadas. Mesmo assim, a população tenta sair de casa para se distrair e aproveitam as ligações existentes na periferia. Alguns estão sensibilizados e tristes, só os seus rostos são o retrato da tragédia que abalou a população portuguesa. Outras pessoas, embora tenham visto imagens e notícias continuam a ir para os shoppings porque não conseguem controlar o vício do consumismo. Quem fará o certo? A verdade é que temos de tentar seguir as nossas vidas o mais normais possíveis.
As autoridades não revelam os números correctos das vítimas mortais, talvez para não alarmarem a população, mas há quem diga que já se contabilizam mais de 60. O número de desalojados aumentou para mais de 600 e cada vez mais vão aparecendo vítimas deste atentado da natureza.
A ajuda da população tem sido imprescindível pois as ruas do Funchal, em dois dias, já não parecem ser as mesmas da manhã de sábado. Os comerciantes vêem os seus negócios lamacentos e sem brio, mas dizem que não vão desistir.
AJJ, não quer que se transmita as desgraças madeirenses para o estrangeiro de modo a não prejudicar a imagem da madeira. Imagem essa que, neste momento, é de tristeza e de solidariedade mútua. O governador madeirense salienta ainda que não vai declarar calamidade pública, mesmo que se considere uma situação de calamidade.
Começam a atribuir-se culpas, a população tem o hábito de dizer que tudo é culpa "dos políticos", "esses gatunos" reforçam. Há quem diga que "alguém meteu ao bolso o dinheiro das obras para o povo", são vários os comentários e as atribuições de culpa. Sim, não existiu uma política de ordenamento válido, houve uma má gestão de recursos, deram-se autorização de construções que não deviam, mas este momento não é de atribuição de culpas mas sim de inter-ajuda, pois sejam ou não culpados todos arregaçaram as mangas e sujaram as mãos de lama. Será que "outros" de outros sítios e países fariam o mesmo?
Neste momento é altura de felicitar os vivos, chorar os que se perderam, lutar para reconstruir as localidades e ter orgulho de ser madeirense.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

O alarmismo continua

O povo madeirense vive nervoso, tudo assusta e desperta o alarmismo exacerbado pois, neste momento, todo o cuidado é pouco. Os aventureiros saem à rua e passeiam-se pela baixa do Funchal estragando e prejudicando os trabalhos nas estradas. Não têm consciência da gravidade da situação. Os carros da PSP, da Protecção Civil, carrinhas do Exército e ambulâncias são uma constante na via reservada junto a minha casa.
De tarde tentei dormir um pouco, pois a noite foi díficil, mas nem 10 minutos consegui descansar, quatro carros da polícia com as sirenes ligadas e com uma voz a pedir aos condutores que se afastassem, acordaram-me. Acordei assustada, também não era para menos já comecei a pensar que algures aconteceu mais alguma coisa. As autoridades não querem revelar toda a informação que dispõem mesmo pela questão das pessoas estarem sensiveis e qualquer revelação só vai provocar ainda mais problemas.
Passou mais um carro da PSP, não sei o que parece, as sirenes assustam. Os trabalhos de limpeza da Cidade continuam e vão estar a decorrer durante toda a noite. Estamos em luto nacional mas ando perdida pela minha casa sem saber o que fazer. Até quarta-feira sair de casa é igual a transtorno, primeiro porque as estradas estão interrompidas, segundo porque não temos para onde ir e, por último, só ia prejudicar a continuação dos trabalhos.
As pessoas estão cansadas, passam o dia em frente à televisão de modo a saberem de tudo o que se passa lá fora. O número de vítimas a cada dia aumenta. Os carros sinistrados estão a ser removidos das estradas e isso está a trazer, aos poucos, a imagem que tinhamos das ruas, embora ainda com muita lama.
As forças de intervenção estão no terreno, a Fragata Côrte-Real acabou de atracar, as ajudas vêm de todo o lado e são bem vindas. Avizinha-se mais uma noite, espero que seja de sono e não de insónias.

Mais uma manhã de tristeza

A noite foi mal dormida, o vento que se fez sentir assustava qualquer pessoa. A manhã começa com notícias do estado do Funchal e as autoridades advertem para que a população não saia de casa devido ao risco de derrocadas em várias zonas da Ilha. Na verdade, já estamos em casa à quase três dias, já não sabemos o que fazer mais. Continuamos sem poder ajudar muito porque os acessos ainda são poucos. As limpezas de estradas continuam e mais dois dias, em principio, estarão conluídas. a chuva e o vento são uma constante nesta manhã de caos.
Olho pela janela e parece tudo normal, visto de cima não parece haver desgraça nem morte, mas é o coração da Cidade onde a destruição é visível, o mar está castanho, e as ruas principais destruídas. População isolada, pessoas inconsoláveis é que nos fazem acreditar que realmente aconteceu, embora pareça que tudo não passa de um pesadelo. :(

2º dia de devastação na Madeira

A noite foi mal dormida mas acordei e pus-me a pensar: será que foi um pesadelo ou aconteceu mesmo?
Continua a não haver água nem luz, são cerca das 9 da manhã e fomos à busca de um supermercado para comprar água potável. Já não há garrafões de águas, compram-se garrafas de qualquer marca e os preços não interessam. Quase que lutam para conseguirem ter água potável em suas casas. A maioria da população do Funchal não tem água potável e não sabe quando chegará a suas casas. As filas nas caixas registradoras estão impossíveis, mas espera-se até que chegue a nossa vez. As funcionárias do dito supermercado não tinham mãos a medir para repor stocks e ajudarem as pessoas, o que muitos se esqueceram é que essas mesmas funcionárias também têm família.
O caos instalou-se em cerca de 30m, empurra daqui e dali, lá feitas as compras rumo a casa. Pelo caminho viu-se destruição, estradas barradas, outras inexistentes, casas destruídas, acessos negados e ausência da alegria de um domingo de manhã.
As comunicações de telemóvel ainda falham, mas mesmo assim já conseguimos saber dos entes queridos e receber mensagens aflitas de amigos que estão longe mas que nunca se esquecem de nós.
A cada metro percorrido uma tragédia para contar, parece o fim do mundo. Cortaram o acesso principal a minha casa, a estrada está a ceder e encontraram mais carros soterrados debaixo dos escombros. Morreram pessoas e os carros parecem autênticos acordeões. É indescritível o que se sente ao ver tamanha destruição.
Chegados a casa, água e luz cortadas. Voltamos para casa de uns familiares, passámos a tarde em frente à televisão a ver o rasto de destruição que a água das ribeiras deixou. Ribeira Brava, uma das localidades que sofreu com as intempéries, O Curral das Freiras isolado há mais de 24h. 36 famílias estão desalojadas e parte da Ribeira do Trapiche, Sto. António, deixou de existir. Este é um dos balanços que se ouve e se vê nos canais de tv.
A tarde passa num ápice e não sabemos o que fazer, não podemos sair de casa nem para ajudar, não temos acesso ao Funchal. Não há ânimo para filmes e continuamos a querer informar todos os amigos que estamos bem. Na Via Rápida que passa mesmo em frente à minha casa passam várias ambulâncias, carros da polícia e bombeiros, ainda ficamos mais nervosos.
O dia acaba com o balanço de 42 mortes, 248 desalojados e 120 feridos, alguns dos quais feridos graves. Termina assim um fim-de-semana trágico, entra-se numa semana de destruição e avizinham-se tempos difíceis para todos. As escolas fecharam, o alerta é para amanhã não sairmos de casa. As autoridades advertem para cuidados extremos e até já se falam em assaltos a lojas que foram parcialmente destruídas na baixa funchalense. Há gente para tudo, mesmo em momentos de tristeza aproveitam-se do horror e da destruição.
A noite caiu, o vento começou e não parece querer ir embora, está a cerca de 100/120 km/h. É assustador a força das rajadas de vento e da força da natureza. Continuamos todos em alerta vermelho, nem que seja por precaução.
Não é tão cedo que veremos cair a noite e ver nascer o dia com alegria.

Funchal devastado pelas "enchurradas"

Logo pela manhã: acordo por volta das 10 da manhã, olho pela janela e penso: "eh pa, tá a chover outra vez, mais um fim-de-semana fechada em casa". Na verdade, mais valia ser um fim-de-semana fechada em casa pela presença de alguns aguaceiros mas afinal foi pelas piores razões. O caudal da água que descia pela estrada luso-brasileira, que dá ligação à Pena, tinha cerca de 2 metros de água de altura, onde não parecia possível existir tanta água, ela continuava a correr. Os carros foram levados pelo antigo ribeiro que veio buscar o seu percurso natural, que foi desviado há muitos anos. A natureza tem destas coisas, se sempre existiu de uma forma para quê mudá-la? Mais tarde ou mais cedo a própria natureza vai buscar o que lhe pertence e lhe foi roubado. Já os antigos diziam. Carros soterrados, pessoas aflitas à procura de familiares, este foi o cenário que vi acontecer, ainda enquanto tentava acordar para uma realidade que esperava não ser a minha. Casas sem água e sem luz, as notícias ouviam-se através de um rádio a pilhas. Os próprios jornalistas diziam estar a ver a água a passar em frente das estações e o perigo pelo que passavam.

As pessoas desesperavam ao ver tanta destruição, tanta catástrofe. Há uns dias apoiavamos o Haiti, hoje somos nós que precisamos de ajuda. Mais tarde, em casa de familiares com electricidade, vê-se toda a destruição que destruiu o Funchal, a Ribeira Brava e outras localidades.
Não quero acreditar naquilo que os meus olhos vêem. Não conseguimos entrar em contacto com ninguém, não há telemóveis. Os pensamentos não eram os melhores, ao ver tanta destruição. Vidas ceifadas e destruidas pela força da natureza. É tudo tão assustador, trágico que nem parece real. A televisão mostra as primeiras imagens de devastação e de tragédia. Chego à conclusão que desapareceu a cidade que me viu nascer e crescer, e que agora só resta ajudar a reconstruir.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Presidentes, pseudo-presidentes e aqueles que querem ser presidentes.

Cada dia uma história nova, uma publicação ou informação de como o nosso País vai de mal a pior. Acabei de ver, através da RTP, o discurso de Fernando Nobre, na apresentação da sua candidatura à Presidência da República, e mais uma vez confirma-se o ridículo a que a política chega. Ao fim de contas, todos querem um pouco daquilo que os outros têm, até parece que se comem vivos. Aparecem as figuras mais estranhas apresentando-se a cargos importantes e decisivos no que toca à população. Pregoam a Portugal as suas boas famílias e escolas, mas abrem a boca e parecem não ser portugueses. Não falo só de nacionalidade, nem de pertencerem ou não ao povo português, ditos civis, mas no que dizem, como entoam as palavras e na sua própria dicção. Não sei se seriam os nervos, mas Fernando Nobre não tem porte nem discurso para ser presidente da República.

Claro, que seria agradável que se candidatasse alguém que está longe das políticas praticadas, nesse sentido Nobre seria o ideal, mas se não estiver habituado a estas políticas não aguentará nem um dia no cargo. Pois, chacinavam-no de certeza na primeira frase do seu primeiro discurso. Não estamos à procura de um Presidente calado, nem da inexistência de rumo, e promessas todos o fazem.

ERC no seu melhor!!! :D

Após queixa tomam-se medidas. A verdade é que muitos se esquecem do que significa ser imparcial. Muitas vezes a censura ao jornalismo, no nosso País, é a consequência de situações de parcialidade jornalística. Aconselha-se a ler o código deontológico.

Mais.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Conversas de msn e as "bilhardices" do dia-a-dia.

Todos os dias falo, praticamente, com as mesmas pessoas via msn. Amigos de longa data, de curso, amigos recentes e amigos que infelizmente estão longe. As conversas são variadas, temas interessantes e a conversa de "chacha" dominam. Na verdade, e tenho pena, ou melhor, até vergonha de dizer mas se apagasse 90% dos contactos que tenho no msn não faziam falta.
Como disse as conversas são variadas, fala-se de passado, presente e objectivos futuros, mas no que toca a "bilhardice" é que é demais. Eu juro que não quero saber de nada mas tudo me chega aos ouvidos. Hoje falou-se num tema que apesar de desinteressante, no que toca a situações e histórias várias de uma das pessoas envolvidas, não deixa de ser preocupante. Pois há pessoas que abusam das amizades, dos amigos e de tudo o que as rodeia. E, cada vez mais, encontro pessoas assim ou contam-me histórias que referem isso. Mas o que me preocupa é a falta de vontade ou medo de enfrentar essas situações e, desta forma, deixam-se ser usadas. Eu sei que há quem goste de levar pancada, mas "saco de porrada" é que não.
O que acontece, nos dias de hoje, é que é difícil ter amigos, conhecer pessoas que valham a pena. Conhecidos há muitos, mas pessoas com quem ter uma boa conversa, que nos apoie e vice versa é muito difícil, atrevo-me a dizer que é quase impossível. Às vezes até tenho essa percepção com pessoas que conheço à uma data de anos e que, mesmo assim, conseguem desiludir quem os conhece com acções estranhas e personalidades que desconhecia.
Mais me enerva a questão de certas pessoas, que se acham superiores, julgarem que têm de ter um grupo de companhia sendo que a última palavra é a sua. Damas de companhia já não são moda. Entristece-me que algumas pessoas, que conheço, se submetam a este tipo de situações. Mas, eu lá agora vou estar à mercê da boa disposição dos outros e das suas manias e esquemas. NO WAY!!!
Isto a propósito de uma dita conversa "êmessiana" que conta a história de dois amigos, e que um deles soube algo sobre o outro, por um terceiro. UHM... o que acontece é que a expressão "o corno é o último a saber" é bem verdade. Como é que se pode passar algo, mesmo debaixo do nosso nariz, sem nos apercebermos? A questão é que sim, pode. Conclusão, neste momento, os tais amigos já não são amigos, são uma conveniência em forma de pessoa, que facilita na execução de tarefas diárias, como por exemplo: não ter de ir beber um copo sózinho.
E chegamos ao cúmulo da amizade, ou melhor, as pessoas deviam ser obrigadas a estudar o dicionário para saber o significado das palavras. Amizade não é tirar partido para benefício próprio... Sometimes loneliness can be your best friend.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Trapalhão ou Atrapalhação?

Todos os anos, na terça-feira de Carnaval saem à rua as críticas e sátiras a um Portugal de interesses e manias. Na verdade, é uma soma de conquistas e traições, de políticas e populares, um rol de situações que saem disfarçadas de trapalhadas e trapalhões que desfilam nas principais artérias da minha cidade.
Este ano São Pedro pregou uma partida e não houve troupe, nem desfile de carnaval que tenha escapado a uma molha, em que não havia guarda-chuva que aguentasse. Voltando às críticas, os temas rondaram principalmente o "casamento homossexual" onde cartazes agradeciam ao Sócrates pela decisão e faziam sátiras à sua pessoa. Todos os anos a política exagerada sai à rua dando voz aos populares, traz cá para fora os comentários feitos à mesa de jantar e as críticas faladas na mesa do café.
O Carnaval, este ano, soube a pouco mas mesmo assim houve quem quis aproveitar mesmo com o tempo que se fez. Próximo sábado é o "enterro do osso" e termina a "trapalhada" de um Carnaval molhado e sem brilho.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Chama-se fugir com o rabo à seringa!!!

Estes últimos dias têm sido um pouco como a expressão que intitula este post. Na verdade, por um lado o Vasco da Gama saiu à rua a dizer que vai descobrir um Portugal que se perdeu e logo após atribui a culpa ao povo português, sim foi o povo que escolheu mal os seus dirigentes. Bem, provavelmente será verdade, mas também o povo não tem culpa que certos políticos, depois de estarem no poder, façam exactamente tudo aquilo que NÃO prometeram. Em quem acreditar?

Mais??!" Acontece, também, quando algumas pessoas têm responsabilidades em relação a nós mas que só por isso, e porque no fundo são irresponsáveis, simplesmente desaparecem do mundo. O que antes era conhecido como imensos mails, pedidos de favores, telefonemas e mensagens acabaram... só pelo simples facto de estarem em falta connosco. É caso para dizer que se queres saber se x pessoa é teu amigo empresta-lhe dinheiro. É mais ou menos isto.

Para esquecer tudo o que de mau e injusto existe tentas colar-te à tv e acabas por ver tudo do mesmo, a televisão é o espelho do povo que temos e que somos. Ontem terminou mais um dos imensos programas de entretenimento e por isso recordei alguns momentos do referido programa. Na verdade, este é um programa por onde passaram cantores amadores que têm muito de profissionais. Os três últimos finalistas foram, sem dúvida nenhuma, as três melhores vozes do programa, mas na verdade o terceiro lugar, a dita medalha de bronze, era o único concorrente que cantava pop. Afinal não era um cantor pop que estavam à procura? Provavelmente o povo português não se apercebeu disso, pois o objectivo do programa era decobrir o próximo cantor pop de Portugal e apesar dele lá ter estado não votaram o suficiente para que tivesse ganho. Aos dois finalistas só digo que foram fantásticos, são fantásticos e espero que continuem assim e que sigam uma carreira artística. Isto levou-me a pensar nas outras edições do programa e cheguei à conclusão que do referido programa nunca saiu um cantor pop, foram sempre cantores de outras "bandas" da música, mas nunca cantores pop, não os vencedores... uhm, será mais uma vez culpa do povo que não sabe votar?
Isto dá que pensar...

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

As "travecas" sairam à rua!

Para quem não sabe a sexta-feira é a noite de Carnaval intitulada de "Noite dos Travestis". Todo o homem tem a oportunidade de saber um pouco sobre o que é ser mulher, com direito a saltos altos, que doem os pés, unhas compridas, embora postiças, penteados em cabelos de várias cores e feitios, meias de lycra, e muitos deles até usam ligas.
As mulheres, não têm piada nenhuma, vestem-se de homens e no fim da noite parecem também umas "travecas" pois parecem autênticos gays, sem ofensa.
O que eu gosto mesmo é de ver que há homens que mesmo travestidos continuam a ser homens e realmente, no fim da noite dão valor a nós mulheres.
Claro, que falta dizer que também há muitos homens que anseiam o ano inteiro para poderem vestir as roupas que sempre sonharam pois, infelizmente, são homens.
Ontem vi o travesti mais travesti e que ao mesmo tempo me deu náuseas. O fantástico "outfit" tinha direito a plumas, saltos altos, agulha e de metal, maquilhagem exagerada, mas o melhor foi a roupa. O dito senhor, ou melhor, senhora, estava com um boxer de renda, digamos que lhe viamos o rabiosque todo, e na parte superior um corpete muito ousado. Andava a pavonear-me por todo o bar, na rua e ainda fazia questão de mostrar que sabia andar de saltos altos melhor que muita mulher. É com cada um...
Sentimento da noite: Vou mas'é pa casa porque já não aguento dos pés. Digamos que a noite não foi como as famosas noite de Carnaval de que me lembrava... e que traziam saudade. Este ano não tenho saudades do Carnaval...

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Na minha rua não haviam gajos bons!!! :'(

Na sequência de uma conversa com um amigo cheguei à conclusão que em todas as ruas que vivi, durante o período em que vivi na Cidade Neve, não haviam gajos bons, não tinha vizinhos jeitosos nem nada que se pareça. Mas esse meu amigo teve direito a uma vizinhança de meninas jeitosas, interessantes e até divertidas e ainda, tem histórias para contar.

Assim, lembrei-me dos meus vizinhos: o rapaz do 10º andar do prédio duas ruas acima, com tronco nu e a acenar da varanda; os bombeiros que faziam serão, alguns até eram jeitosos; os rapazes que viviam algures num apartamento por perto mas que nunca soubemos qual, só se ouviam as conversas e as gargalhadas; os namorados das vizinhas, mas nenhum era de jeito; o velhote do apartamento da frente... e esses eram os meus vizinhos. Por isso, NA MINHA RUA NÃO HAVIAM GAJOS BONS!!!

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Coraçãozinhos, almofadas, flores e muito, muito mais.

Não gosto! Pronto, está dito. Da última vez que me tentaram oferecer um coisa dessas, sim tentaram, eu parti, embora sem querer. O dia dos namorados não tem de ser um dia de festejo, acho que é pobre até ter um dia para festejar o motivo de ter um/a namorado/a. Supostamente não deviam ser todos os dias?... depois vem aquela cena de ter de cativar o parceiro todos os dias, ah e tal, e coisa... ou acham que é só no casamento? Na na na na nãaaa... começa já no namoro, até porque o casamento já vai ficando fora de moda.

Porque é que eu, uma pessoa que não acha graça a este festejo, tem de ser atropelada na rua com montras decoradas com essas tretas, que são bonitas quando oferecidas sem motivo aparente, e ter de ouvir conversas com perguntas tipo: "ah, o que será que vou receber no dia dos namorados?"... bah

Serei só eu a não gostar do dia dos namorados?

Eh pa, e ainda vai uma pessoa confraternizar lá naquela cena das redes sociais e é confrontada novamente com essa cena dos hugs, e kisses e sei lá mais o quê. É caso para uma pessoa ficar chateada, não tenho razão? Claro que tenho, ah pois é. Eu sei.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

H. vamos jantar a Alfama??!!


Alfama, Alfama... soa a Fado e a cultura. Cheira a Marchas e a Carnaval. Ruas pequenas e estreitas onde estico os braços e toco nas suas paredes cravadas de momentos e memórias de pessoas que por aqueles lados passaram.

Hoje ia jantar a Alfama, ouvir histórias dos populares, ia passear até o Largo e comer cascas de batata frita com molho à moda casa, vinho português, massa italiana com especiarias várias e só resta dizer "Bon apetit!!!". Ah... sem esquecer que o dono do restaurante é muito "parecido" com aquele actor de comédia, é o que faz ter irmãos gémeos...

Mas o melhor de tudo é a companhia, a conversa, o carinho, a amizade e tudo aquilo que temos direito.

Sim... hoje ia contigo jantar a Alfama.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Eu sei que tu sabes que eu sei que tu sabes que eu sei.

Se tudo fosse mais fácil não era necessário ter de ler nas entrelinhas e pensar em coisas que noutro momento seriam impensáveis. Artimanhas não eram nenhuma forma de conseguir aquilo que se pretende nem o segredo seria uma constante. Tudo era perfeito ,ou mesmo uma seca, se todos soubessem o mesmo e do mesmo falassem. Tudo é nada e nada é a ausência de um todo.
A questão de copo meio vazio, meio cheio é arriscada para quem não sabe fazer contas de quanto é um copo e o significado daquilo que é o meio.
Se todos fossemos iguais e pensassemos da mesma forma não estaríamos aqui... esta conversa parece não ter sentido mas tem... por isso digo-te: Eu sei!!!

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Contra ou a favor de Mário Crespo??!

A questão jornalística será sempre um assunto muito conturbado de modo a criar conflitos entre o povo e as politiquices do quotidiano. Mais uma vez se questiona a liberdade de expressão e a privacidade de personalidades. Mas será motivo para tanto alarido? E, motivo para a não publicação de um artigo de opinião? Sim ARTIGO DE OPINIÃO = a dizer aquilo que pensamos. Nunca um jornalista com a experiência de Mário Crespo escreveria algo que não fundamentasse e mesmo que não o fizesse, é um artigo de opinião, é aquilo que o jornalista pensa. É o único momento em que o jornalista pode ser parcial e fazer acreditar aquilo em que acredita.
São muitas as questões que se levantam com esta situação mas, principalmente, é a criação de uma polémica para se esquecerem as outras, é fazer notícia de onde só há um incidente. querer levar este assunto à ERC é, simplesmente, querer colocar de lado um profissional, pôr em questão o seu profissionalismo. Mas porquê, vamos voltar à censura?
Opinião é opinião e nunca será nada mais, nada mesmo senão OPINIÃO. Será necessário ensinar o nosso povo qual o significado das palavras ou então será necessário ensinar os nossos políticos a serem pessoas. Não endereçando o comentário a ninguém só lamento que se corra o risco de perder bons profissionais por situações deste género. De certeza que esta questão não será a primeira vez que vê a luz do dia, entre muitas outras sugerindo os mesmo profissionais. Esperemos que nada aconteça, pelo menos nada que prejudique nem um nem outro.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Amigos e amigos!!!

Há aqueles amigos que nos fazem rir, outros que nos fazem chorar, ainda há aqueles que são nossos confidentes, aqueles que nos fazem seus confidentes. Há amigos que só com um olhar contam-nos as suas histórias e dizem como se sentem, os amigos das poucas conversas, os das longas, os das noitadas, dos copos, dos engates, os da net, do msn, do facebook. Há vários tipos de amigos, mas na realidade nunca temos muitos amigos. Amigos são poucos e só os verdadeiros é que conseguem fazer parte de todos, ou quase todos, os momentos da nossa vida.

"Um amigo verdadeiro é alguém que crê em ti ainda que tu deixes de crer em ti mesmo..." D.

sábado, janeiro 23, 2010

"Blackout" Muse Live

Palavras soltas.

"As coisas que eu sei e não sei,
O que escrevo e não escrevo,
O que penso e não transmito,
Simplesmente aquilo que sou e não mostro.
Tudo o que penso,
Uma reviravolta de 180º...
Vida sofrida e sem imaginação,
Noites longas de conversas absurdas,
alegrias de uma brincadeira de criança...
Gargalhadas e lágrimas,
Pessoas que se separam,
Amores que acabam,
Vidas preenchidas de nada,
Ou de tudo - uma questão de valor.
Serei eu ou serás tu?
Seremos nós?
Os culpados?
Talvez... "

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Seja lá como for, o que interessa mesmo é que será!!!

Mais uma vez questionei a (in) competência de certos funcionários e serviços e mais uma vez constatei aquilo que desprezo. Devido a toda a situação andei desorientada durante uns dias que o que queria mesmo era fechar-me no quarto, dormir horas sem fim e que ninguém me dirigisse a palavra ou sequer olhasse para a minha pessoa. Na verdade, o que gostava é que alguém chegasse perto de mim e me dissesse: tenho a solução para o teu problema. Era bom , não era? Não foi isso que aconteceu, nem eu atribuiria tanta responsabilidade a alguém que não eu mesma. Como em tudo o que faço na vida tento tirar uma conclusão, na sua maioria positiva, tento tirar sempre uma lição e desta vez não seria diferente. Mesmo com obstáculos e injustiças não devemos desistir daquilo para que andamos a lutar, não devemos desistir dos nossos objectivos e desejos, sonhos e ambições. Seja lá o desfecho de tudo: eu não desisto, seja com ou sem ajuda.

Pior do que o arrependimento é alguém arrepender-se de algo que nunca fez, pois nunca saberá como seria.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Questões pessoais, de pessoas, coisas...olha sei lá!

Entristece-me o facto das pessoas desistirem de sonhos, de objectivos que estão mesmo à sua frente para serem alcançados, pois basta esticar o braço e mesmo assim não o fazem. Muitas vezes as pessoas não sabem caminhar sozinhas, não sabem andar sozinhas. O caso torna-se problemático quando deixam de ouvir todos os outros que os rodeiam pois, na sua maioria, estas pessoas são casmurras e nas suas vidas a única opinião que vale será sempre a sua própria opinião. É pena quando sabemos que essa pessoa vai arrepender-se e tomar talvez a pior decisão da sua vida, mas nós, que estamos por fora, simplesmente temos de calar o que pensamos e sentimos impotência, porque nada podemos fazer. Cada um é como cada qual e cada qual é que sabe. Não é que esteja a desistir mas, neste momento, já não posso fazer nada. Já fiz tudo o que tinha a fazer, agora é contigo. Só espero que não te arrependas...

sexta-feira, janeiro 15, 2010

O "Je ne sais quoi" da vida...

Fala-se em novos anos, novas perspectivas, novos contactos, novos amigos, nova imagem... tudo parece ser novo... mas certamente é o nosso desejo de querer tudo diferente. "Ano novo vida nova" realmente era bom que assim fosse, apagávamos as asneiras do passado ou fechávamos na nossa caixinha de Pandora. Mudávamos de estilo, de emprego, de cidade, de costumes... Estas mudanças são óptimas mas nem sempre são fáceis de concretizar, nem sempre são viáveis. Mudar para quê? Para fugir aos problemas deixados pelo passado? Nãooo... fugir não é o remédio pois para onde quer que vá os problemas perseguem-nos.
Querer algo novo e fechar o passado não é fácil mas também não é impossível. Seguir um sonho será um bom motivo para ver o novo ano como um desafio positivo e deitar para trás das costas as negatividades da vida. É bom ser quem somos e aprendermos com que fizemos e continuar com o que ainda vamos fazer. E de certeza que em primeiro lugar vamos pensar em ser felizes, fazer o que gostamos e fazer felizes todos os que nos rodeiam. (...)

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Tudo!!!

Passam-se dias, meses e tudo o que existe em torno de nós mudou. Ruas, casas, jardins e até pessoas degradaram-se, mudaram, estão mais ou menos velhos. Tudo à volta parece desaparecer ou tem tendência para envelhecer. A diversão já não é a mesma, já não existe ninguém com quem sair, dançar, rir, namorar, conhecer... tudo à volta está triste. As pessoas passaram a ser mais egoístas e não olham a meios para atingir os seus fins.
Isto é um tudo de nada, confuso e diferente daquilo que me habituei a viver. Não sei distinguir certos sentimentos e certas pessoas, que com o passar dos anos mudaram. A realidade outrora conhecida já não é a mesma. Tudo à volta é diferente. Um diferente que não conheço...

sexta-feira, janeiro 08, 2010

R.I.P. Alguém que não esqueço das memórias de criança...

Hoje cheguei à conclusão que com o passar dos anos os sentimentos ficam mais à flor da pele. Hoje, infelizmente, tive de dizer Adeus a alguém que foi muito presente na minha infância e de quem recordo momentos muito alegres. Esta pessoa transmitia aquilo que conhecemos como paz, amor, amizade, felicidade e família. Transmitia até muito mais mas estes eram os sentimentos que mais associava, principalmente por ser alguém que sempre lutou por um lugar aqui, no mundo, alguém que criou a sua independência, ultrapassando diferenças e olhares menos simpáticos. Pensei que ao dizer o último Adeus não ia ter qualquer tipo de reacção pois passaram-se muitos anos que já não havia tanta aproximação mas, afinal, o dia de hoje só relembrou momentos e dei por mim com um nó na garganta e água nos olhos... Somos meros transeuntes que passeiam por uma estrada em que não avistamos o fim, esse que muitas vezes é mais rápido e mais trágico do que pensamos. Andamos por aqui apenas por uns dias e por isso não devemos dar valor àquilo que menos interessa, temos de seleccionar o que nos dá prazer, felicidade, o que nos faz sentir especiais e fazer sentir os outros da mesma forma. É para isso que estamos aqui: para viver e ser felizes.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Na me lembra, na me lembra.

Ou foi do queijo ou foi da neve a verdade é que muitas situações passadas na cidade neve apagaram-se do pensamento. Mas cada vez mais lembro coisas do passado, aquele mais longínquo, tempos de Coyote e saudades de o ser. Conversas a horas tardias e gargalhadas ao ponto da vizinha vir reclamar e quem é que a aturava: eu, claro! Santa paciência... lol Então não é que a mulher queria que andássemos com os sapatos no tecto? Ou será que era sem sapatos? Na me lembra... lol
E as partidas que fazíamos, trancar pessoas no quarto, tirar fotografias em situações menos próprias, ir comprar gomas de pijama e kispo... eh lá, muita história que aqui anda. Continuo a dizer que devíamos escrever um livro. Seria certamente um best seller e um apoio para muitas mocinhas, caloiras e inocentes, "carne fresca". Às tantas as Coyotes tornavam-se legendárias e criavam uma república em nossa homenagem. Estou a exagerar, mas seria giro escrever algumas das peripécias, pois o blog já está mais que morto, foi-se, já não dá para seguir por aí.
Foram muitas coisas boas e más e que nos fizeram crescer e tornámo-nos nas mulheres que somos hoje. Foram tempos fantásticos.

Lembram-se da Rádio Coyote? Ahhhhhhahahahahahah.. muito bom , com um micro muito floral, diga-se... lol

domingo, janeiro 03, 2010

AVATAR ME.... Pleaseeeee

Lá me decidi ir ao cinema ver este filme e agora entendo porque tiveram de esperar 11 anos para poder realizar o filme... lá tecnologia tem. A história do filme é incrível, quem em tempo algum se iria lembrar de criar um Avatar? Está muito bom, claro que também muito irreal mas tendo em conta os efeitos especiais está do melhor. A lição que nos ensina desde a questão de que o homem anda a destruir a sua natureza como a possibilidade da existência de amor entre duas espécies diferentes, pois o que conta é sempre o interior, ensina-nos a olhar para estas questões de uma forma diferente. E olhamos para trás e chegamos à conclusão que julgamos pessoas que não mereciam ser julgadas e que fomos julgados de formas inimagináveis. E voltar atrás está fora de questão.
Gostei dos efeitos especiais mas gostava de ter sentido mais adrenalina nas lutas entre os humanos e os Avatar's... eu não sou violenta mas até seria engraçado sentir aquilo a sério. Daqui a alguns anos realizam um filme interactivo, por exemplo nós espectadores controlamos as lutas e assim em vez de parecermos um aliens com aqueles óculos 3D somos actores de lutas, isso era muito giro. (se alguém aparecer com um filme destes a ideia foi minha, eu processoooooo... lol)
Voltando ao Avatar: este filme foca uma civilização diferente mas com valores ainda mais intrinsecos que os humanos, eles são o que um dia um homem foi, outrora, num tempo longinquo. Será que existe alguma forma de voltarmos a ser aquilo que fomos outrora? Forma de dar valor ao que temos e ao que somos, lutarmos pelos nossos ideais e proteger as nossas crenças? Eu gostava que sim, eu gostava de dar mais valor aquilo que tenho, de ser mais como os que se igualam a mim mas que são diferentes no aspecto.

quinta-feira, dezembro 31, 2009


Happy New Yearrrrr!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
(daqui a 48 minutos)





segunda-feira, dezembro 28, 2009

Sou... quem não querem que seja. Sou, quem todos criticam. Sou, quem sempre diz o que pensa e não esquece o que ouve.

Quando menos espero tenho em vez de uma espada são duas que se cruzam e tentam matar aquilo que ainda de bom possuo... e por isso ainda dizem que a ovelha negra da família será sempre aquela que diz as verdades, sim aquelas verdades que ninguém diz, por medo ou por vergonha. Sim, sou eu. Sou quem fala quando todos ficam calados e quem chora quando todos se riem. Sou eu quem segura quando a barra está pesada. Sou o mal e sou o bem, sou quem ninguém quer que seja e na hora da verdade, sou quem todos confiam.

domingo, dezembro 27, 2009

Prendas...


Uma das prendas que mais gostei deste Natal!!! É uma forma de descansar os olhos de outras leituras mais sérias... e também uma forma de começar a colecção de livros de um dos meus jornalistas preferidos e de um dos escritores portugueses mais próximos de ficarem reconhecidos internacionalmente...

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Ficou no esquecimento.

São muitas as histórias que hoje lembrei e isto só significa que um dia as esqueci. dias de muita luz, diversão e muitos jantares à luz de velas. As conversas que se instalaram sobre o mais estranho que no mundo existe e as opiniões diferentes e algumas sem sentido, conversa de varanda. A Serra como cenário e o frio como aroma, era assim que as horas passavam e nós não reparávamos que já era quase de manha.
Era bonito toda a magia que nos rodeava nesses momentos, era giro pois com outra pessoa nunca foi igual, não havia aquela compreensão de incompreensão que só nós sempre soubemos como fazer e ser. Mais ninguém consegue ser assim. Também não quero que mais ninguém o seja pois as pessoas devem ser únicas e não repetições de outros. Ser genuino é importante, é seres tu, único e sem imitações.
Hoje recordei estes e outros momentos que não quero esquecer, mas ter presente os bons momentos que fizeram de nós um todo e não uma parte daquilo que somos.

:D

quinta-feira, dezembro 10, 2009

A escrever português.

Há uns anos atrás um professor, de licenciatura, de modo a querer ser desagradável com a minha pessoa olhou para mim, quase a desafiar-me, e disse: "você é como Saramago", este comentário foi feito devido à escrita de um parágrafo, num trabalho, que não foi feito pois em vez de ponto enganei-me e escrevi uma vírgula. Todos sabemos que no teclado de um computador a tecla de ponto final e de vírgula ficam lado a lado e errar é humano. Mas esse professor, que quis ser muito desagradável, não se esperava que eu agradecesse a comparação pois não todos os dias que nos comparam com um Nobel, fiquei muito feliz, mas também a crítica vindo de alguém que diz: "prontos" penso que não será de confiar. :D
Mas, esta história tem um propósito que é a forma como as pessoas escrevem. Tenho reparado que os portugueses escrevem cada vez pior, não falo em abreviaturas nem falta de pontuação, falo mesmo em estrutura frásica e para mim isto sim é grave. "Comer" letras, acentos e até pontuação ainda se admite agora escrever coisas sem sentido não se entende. Como é que comunicam com as outras pessoas?
Há quem diga que existe muita falta de cultura em Portugal mas a isto eu chamo falta de vontade de aprender.

terça-feira, dezembro 08, 2009

O Face não tem idade.

Ontem na apresentação de uma nova associação da minha terra: a Associação Aura, ouvi tantas conversas das pessoas que me rodeavam. A conversa mais engraçada foi uma senhora, já reformada, com cerca de 70 anos mas ainda uma pessoa muito viva, que olha para outra pessoa do grupo e diz: Olha lá tu sabias que eu vinha, não sabias? Eu deixei lá o comentário no Face. O que me leva a crer que existem ainda muitos jovens a serem ultrapassados pela terceira idade (sem ofensa para este últimos).
Mais engraçado, ou não, é a proporção de pessoas que estas redes sociais têm movimentado e a importância que estas mesmas são para muitas pessoas no mundo. Tenho amigos que passam o dia nestas redes sociais para conhecerem pessoas, para terem companhia dos amigos e para simplesmente sentirem que , de alguma forma, estão ligadas ao mundo lá fora.
Pergunto: será que é saudável para estas pessoas serem tão dependentes de um sitio na web? Será que estamos a chegar à era de só conhecermos pessoas através da Internet?
Isto faz-me lembrar uma reportagem americana que vi já há algum tempo, que referia a quantidade de casais que se conhecia através destas redes sociais, marcavam encontro e alguns desses geravam um relacionamento. Pelos vistos, nós também estamos a chegar a esse ponto... talvez para aumentar o próprio ego, para conhecer mais pessoas ou mesmo só pela questão de se sentirem mais perto dos amigos.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Leve...

três pague dois.
Estas promoções é costume encontrarmos num supermercado, com artigos em que a validade está prestes a expirar. Mas pelo que parece a crise chegou a todos os sectores mas, o que não esperava era entrar numa loja de roupa à procura de um casaco branco, tamanho S (muito dificil de encontrar), e só não encontrei o casaco branco como trouxe um azul e um preto (este para prenda de Natal para uma outra pessoa). O branco e o preto custaram os seus preços normais (nada baratos mas de qualidade) mas o azul, exactamente igual aos outros, só muda a cor, custou 1 euro. UM EUROOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!! eu paguei um euro por um casaco, parece mentira, mas não é. A promoção, que eu não tinha visto, era na compra de dois artigos do mesmo valor leve um terceiro artigo, até esse mesmo valor, pelo preço de um euro. Fantástico. Só com isto ganhei o dia. :D:D:D:D:D:D:D:D:D:D:D:D:D

O que é televisão regional?

Hoje deu-me para escrever sobre televisão, programas e publicidade. Pergunto o que é televisão regional? Eu não sou perita nisto mas, estou farta de ligar a minha tv no canal da minha região e ver sempre a mesma seca de programas. Achava que estavam a começar a entrar numa onda mais irreverente com novas caras, jovens, mas afinal não. Para meu espanto liguei agora agora nesse tal canal e apanho uma parte de um programa, que não interessa o nome, e vejo que ainda seguem a mesma linha de conteúdos: entrevista de seca, alguma novidades ditas com medo e voz trémula e ainda, a/o dita/o cantor que interpreta músicas de outros. Na lista ainda constam: João Pedro Pais, Paulo Gonzo, Dulce Pontes e Celine Dion. Realmente, não se aguenta.
É chocante dizer isto mas a Júlia Pinheiro entretém-nos bem mais e melhor. (eu não tenho nada contra a senhora, foi só a título de comparação)
Continuando, apesar de não ser perita, acho que nestes programas a única coisa que têm de regional é a mesquinhez das pessoas, a falta de originalidade, as mentes limitadas, ah... e o sotaque. É isto que temos de regional.

AKI...

também há Natal. Já começo a ficar farta das publicidades de Natal e ainda mal começaram. A verdade é que farto-me muito facilmente das publicidade e, em média, só devo ver entre 5 a 7 horas de televisão por semana, às refeições e um pouco à noite. E vejo televisão ao mesmo tempo que actualizo as minhas redes e falo com os meus amigos virtuais. Na verdade toda a vez que ligo a tv começa a dar a publicidade do Pingo Doce, a qual odeio, e a do AKI, suporta-se. Estas duas publicidades lembram-se que estas grandes empresas devem ter rios de dinheiro para num espaço de 15 minutos de intervalo passarem a publicidade pelo menos duas vezes cada. Curiosamente, este post foi escrito ao som destas duas publicidades, e viva o Natal...

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Lágrimas e pessoas II

Há dias assim, que nos trazem boas notícias depois vêm outros e destroem os nossos sonhos ou os sonhos de outro alguém. Num dia vive-se e no outro morre-se. Estou há imensos dias para deixar aqui um testemunho de um dia com sentimentos trocados mas ainda não tinha tido coragem, estou cansada de ver o mundo virado do avesso. Quando estou feliz alguém muito próximo a mim fica triste com alguma situação. acho que não deveria ser assim, devíamos ser todos felizes ao mesmo tempo para que possamos festejar e sorrir mostrando toda a nossa alegria.
Ontem tive uma boa notícia mas não tive grande vontade de a festejar, não sei se por ser algo que já esperava há muito tempo ou porque estava mais preocupada com alguém que não está a passar a melhor fase da sua vida. E quando isto acontece queremos as pessoas que mais gostamos, família e amigos, bem juntinho de nós. estou mais preocupada com o bem estar desta Amiga do que tudo o resto que possa acontecer.
A única questão que tenho é: porque é que a vida dá estas voltas que magoam as pessoas que mais gostamos? Porque é que as coisas e as situações não são mais fáceis?