Para quem ainda não sabe temos de nos manter sempre jovens de preferência até à doce idade de 30 anos, pois a partir daí começam os problemas.
Ser jovem com mais de 30 anos dificulta a contratação para um trabalho, já ninguém nos quer porque já somos velhos. os programas de estágios e a maioria do apoios do estado são para jovens ATÉ 30 anos, por isso aos 31 anos somos idosos.
Pensar que trabalhar até aos 45 anos, ou mais, no mesmo posto, na mesma empresa, é bom? é um trabalho para a vida? Não é, não. Depois chega uma época de crise fecham-se as empresas e vamos para o desemprego mas temos de continuar a pagar as nossas contas embora ninguém nos emprega porque já somos velhos de mais.
O Estado anda a exagerar com os impostos e tem prometido cada vez mais. Já nem compensa descontar para os serviços de saúde e até mais valia cada um de nós ter um seguro pessoal, até porque ir ao médico é demasiado caro e temos de por comida na mesa.
Enquanto uns ganham milhares, outros ganham dezenas de euros que mal dá para comprar comida para encher o frigorifico, quanto mais a dispensa.
E pagar contas? Água, Luz, Gás... muitas pessoas já não têm luz em casa por não terem dinheiro para as contas. É triste, muito triste, mesmo.
Envelhecer tem consequências gravíssimas, pois já não servimos para nada, porque estamos velhos e embora daqui a 30 anos, ou até mesmo antes, já não teremos direito a reforma. Pois os que ainda têm direito e têm recebido a sua reforma vão passar a descontar para impostos embora já o tenham feito uma vida inteira.
E pronto, assim só resta dar um grande VIVA à democracia; Viva aos direitos humanos; e, principalmente e sem ironia, viva aos nossos pais que têm aguentado este país de treta que se continua com tanta austeridade deixa de ser país por não ter população, se todos decidirem emigrar só ficam os políticos. - Portugal, o país fantasma...
Envelhecer é neste momento o medo de cada português, medo que lhe está estampado no rosto, mesmo dos mais jovens... envelhecer é quase que uma senteça de morte antes da 3ª idade, e dos problemas geriátricos normais da idade. Envelhecer saudável é coisa que já não existe e o medo já não são das rugas...
Live and let live giving the best in you... Tomorrow will give you the strenght you need to be happy...
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quarta-feira, maio 22, 2013
terça-feira, outubro 02, 2012
Geração 500 / geração à rasca
Ontem li uma notícia que fazia referência aos ordenados dos mais novos, que apesar de passarem uma média de 20 anos a estudar isso não se reflete na remunação no fim do mês.
Cada vez mais passamos da geração rasca para a geração 500, ou geração à rasca, apesar dos estudos não invalida que os nossos ordenados se traduzam em viver à vontade e sem preocupações. Cada vez mais todos nós contamos os trocos e gastamos para o bem mais necessário esquecendo os luxos, por mais pequenos que sejam.
O empresário que falava neste assunto, em que se baseava toda a notícia, referia que com ordenados de cerca de 500 euros os jovens não tinham vontade de trabalhar, não possuindo nenhum tipo de motivação. A este senhor respondo que não é uma questão de vontade pois desde que se goste do que se faz levantamo-nos de manhã com orgulho no que fazemos, além de que, neste momento, devemos agradecer por ter um trabalho seja ele qual for. (Infelizmente é este o sentimento geral.)
Mas a necessidade faz levantar qualquer um de manhã e ir trabalhar, o bom ambiente com os colegas também ajuda e se juntarmos tudo é óbvio que queremos ganhar mais no fim do mês pois toda a gente sabe que pagar contas, transportes e alimentação com apenas 500 euros não é fácil, mas também não é impossível. A motivação ganha-se pois deve estar sempre aliada à vontade e à força de mudança, de querer sempre mais. Um boa dose de ambição não faz mal a ninguém, e se todos fizermos o nosso trabalho fazemos lucrar a empresa e com isso lucramos também nós. Infelizmente nem todos pensam assim e nada fazem para melhorar e, com isso, pioram a situação do país, da empresa e a sua.
Acho que temos de fazer como os nossos pais, pensar sempre que amanhã será melhor e devemos poupar nem que sejam umas migalhas, se formos bons gestores do nosso dinheiro seremos bons a gerir qualquer coisa. Até pode ser que isso conte para o nosso CV, já que o outro teve equivalência num curso devido à sua experiência profissional e sem frequentar as aulas. Nunca se sabe - times are changing. :D
Quando se fala em manifestações e que somos a geração à rasca, ou 500, não estamos a jogar fora tudo o que sabemos ou conhecemos, estamos a elevar a nossa voz para que não nos tirem mais, pois se nos tirarem aí ficamos sem nada e não haverá forma de sobreviver. Em tempos dificeis não há fiado e se faltar pão à mesa a padaria não nos vai vender e apontar a dívida no caderninho, os tempos também mudaram e a palavra e a confiança já não são o que eram.
Mas a atitude correcta é a de não desistir, pois se isto melhorar vai melhorar também para os patrões que poderão aumentar quem merece, criando mais poder de compra. Se este ano não dá para fazer umas férias como sonhamos, fazemos umas mais pequenas ou ficamos em casa, pois há sempre o que fazer: nem que seja montar aquela prateleira que espera há meses para ser colocada. ;)
Há sempre o que fazer, agora não é sentados à sombra da bananeira que vamos ver algo feito, temos de por mãos à obra. Não é se queixando do trabalho ou da ausência dele que tudo se resolve. Ouvem-se as pessoas sempre a queixarem-se, ou é do patrão ou dos colegas, ou porque não têm trabalho. Mas simplesmente se queixam e nada fazem, ficam sempre à espera dos subsídios ou que algo mude sem mexer os braços.
Eu posso pertencer a esta sociedade mas não aceito uma geração 500 à rasca, mas sim uma geração 500 desenrascada, pois, mesmo assim, conseguem viver a sua vida com tantos obstáculos, dão a volta e é a esta geração que eu tenho orgulho de pertencer.
Cada vez mais passamos da geração rasca para a geração 500, ou geração à rasca, apesar dos estudos não invalida que os nossos ordenados se traduzam em viver à vontade e sem preocupações. Cada vez mais todos nós contamos os trocos e gastamos para o bem mais necessário esquecendo os luxos, por mais pequenos que sejam.
O empresário que falava neste assunto, em que se baseava toda a notícia, referia que com ordenados de cerca de 500 euros os jovens não tinham vontade de trabalhar, não possuindo nenhum tipo de motivação. A este senhor respondo que não é uma questão de vontade pois desde que se goste do que se faz levantamo-nos de manhã com orgulho no que fazemos, além de que, neste momento, devemos agradecer por ter um trabalho seja ele qual for. (Infelizmente é este o sentimento geral.)
Mas a necessidade faz levantar qualquer um de manhã e ir trabalhar, o bom ambiente com os colegas também ajuda e se juntarmos tudo é óbvio que queremos ganhar mais no fim do mês pois toda a gente sabe que pagar contas, transportes e alimentação com apenas 500 euros não é fácil, mas também não é impossível. A motivação ganha-se pois deve estar sempre aliada à vontade e à força de mudança, de querer sempre mais. Um boa dose de ambição não faz mal a ninguém, e se todos fizermos o nosso trabalho fazemos lucrar a empresa e com isso lucramos também nós. Infelizmente nem todos pensam assim e nada fazem para melhorar e, com isso, pioram a situação do país, da empresa e a sua.
Acho que temos de fazer como os nossos pais, pensar sempre que amanhã será melhor e devemos poupar nem que sejam umas migalhas, se formos bons gestores do nosso dinheiro seremos bons a gerir qualquer coisa. Até pode ser que isso conte para o nosso CV, já que o outro teve equivalência num curso devido à sua experiência profissional e sem frequentar as aulas. Nunca se sabe - times are changing. :D
Quando se fala em manifestações e que somos a geração à rasca, ou 500, não estamos a jogar fora tudo o que sabemos ou conhecemos, estamos a elevar a nossa voz para que não nos tirem mais, pois se nos tirarem aí ficamos sem nada e não haverá forma de sobreviver. Em tempos dificeis não há fiado e se faltar pão à mesa a padaria não nos vai vender e apontar a dívida no caderninho, os tempos também mudaram e a palavra e a confiança já não são o que eram.
Mas a atitude correcta é a de não desistir, pois se isto melhorar vai melhorar também para os patrões que poderão aumentar quem merece, criando mais poder de compra. Se este ano não dá para fazer umas férias como sonhamos, fazemos umas mais pequenas ou ficamos em casa, pois há sempre o que fazer: nem que seja montar aquela prateleira que espera há meses para ser colocada. ;)
Há sempre o que fazer, agora não é sentados à sombra da bananeira que vamos ver algo feito, temos de por mãos à obra. Não é se queixando do trabalho ou da ausência dele que tudo se resolve. Ouvem-se as pessoas sempre a queixarem-se, ou é do patrão ou dos colegas, ou porque não têm trabalho. Mas simplesmente se queixam e nada fazem, ficam sempre à espera dos subsídios ou que algo mude sem mexer os braços.
Eu posso pertencer a esta sociedade mas não aceito uma geração 500 à rasca, mas sim uma geração 500 desenrascada, pois, mesmo assim, conseguem viver a sua vida com tantos obstáculos, dão a volta e é a esta geração que eu tenho orgulho de pertencer.
segunda-feira, outubro 01, 2012
Afinal quem é o ignorante, sr. Borges?
Não me queria pronunciar sobre este assunto pois já ando
farta de todos os assuntos que se relacionam com a palavra austeridade, bem como
senti-la na pele. No entanto, não me passou despercebida a frase que correu as
páginas dos jornais e se ouviu e viu nos órgãos de comunicação social, frase deste
sr Borges que chamou de ignorantes a todos os empresários que estão contra a TSU.
Este senhor ainda teve o descaramento de dizer que estes empresários não
passariam do primeiro ano do seu curso, na faculdade onde dá aulas, ao que me
leva a comentar as duas situações:
1ª em primeiro lugar chamar de ignorantes aos empresários
devido a estarem contra a nova medida da TSU é de um perfeito IGNORANTE, pois
para todos aqueles que sabem somar 2+2, sabe-se que este aumento aos
trabalhadores, e redução às empresas, não vai beneficiar nenhuma das partes. Pois
se um trabalhador já pouco ganha ,com o aumento da TSU ganha ainda menos criando
uma situação de ainda menor poder de compra. E se não se movimenta dinheiro a economia
não anda e nada se ganha com isso. Por isso diga-me sr. Borges: como é que os
empresários são ignorantes? Não têm direito a defender as suas empresas? É que
sem dinheiro não há consumo, e cada vez mais a população gasta em bens mais que
necessários, principalmente alimentares e deixam para trás os luxos. Talvez o
senhor não o faça, nem ligue a isso pois certamente ganha mais do que um
ordenado, como tal não lhe faz diferença. Mas também não lhe dá o direito de opinar sobre algo que não conhece.
Os empresários/patrões têm razão, eles sabem o que dizem e
se fossem ignorantes, como o senhor diz , é que aceitariam esta nova medida não calados, mas mudos.
2ª Com que então o senhor Borges passa os seus alunos de ano
consoante a opinião que tem deles? Então por discordarem de uma ideia sua não
quer dizer que não sejam competentes no que fazem ou não sejam bons alunos. É a
mania de alguns professores retrógradas que só enquanto um aluno tem uma
opinião contrária à dele já é suficiente para chumbar ou estragar-lhe a média,
e sorte será se não tiver esse professor ao longo de todo o curso. Será que
não entendem que ao terem opiniões diferentes significa que são seres pensantes
com capacidades para produzir raciocínio e fazer valer as suas opiniões? Estas
pessoas não são burras nem ignorantes, pelo contrário. Burros e ignorantes
chamo aos que não se pronunciam e ficam à sombra da bananeira ou à espera que o
tempo passe e que ninguém dê pela sua presença. Foi por estes últimos que estes
senhores, como o sr. Borges, acham que podem fazer tudo pois todos se calam.
Além de que só demonstra que realmente o ensino português está viciado e vai de mal a pior. Mas o povo português já levantou a sua voz ao alto e ditou as suas regras,
agora é só cumprirem o que o povo manda.
Acho ridículo pois agora vêm todos dar a sua opinião sempre
de acordo com o seu bolso, esquecem-se dos que pouco ou nada têm. Digo mais, é por
tipos como este senhor Borges que de certeza ganha dois ordenados, no
mínimo, e que está bem de vida, com casa e carro pago, ou do estado, é por eles
que estamos na miséria e a contar os trocos no fim do mês.
domingo, setembro 09, 2012
Chega!!! temos de dizer BASTA a estes políticos. ACABOU!!!!
Ainda não tinha tido tempo de escrever o que penso destas novas medidas que vão ser impostas ao povo português. Mas antes de comentar seja lá o que for tenho de dizer que para parar com esta estupidez temos de nos unir, não só meia dúzia de pessoas mas, temos de sair à rua, todos juntos, e mostrar a nossa indignação, temos de fazer um dia de luto por Portugal, pois se isto continua vamos todos ser levados à bancarrota da pior forma e com passagem só de ida.
Os portugueses andam cansados de tanta austeridade, tantas medidas que não parecem ser solução para nenhum problema. Vamos agora todos pagar mais de segurança social para aliviar as contas do Estado, vamos ficar sem um subsídio, como se ganhássemos muito. Vamos pagar mais de IRS pois aos funcionários da Função Pública vão pagar um subsídio dividido por cada mês de trabalho, aumentando o escalão da maioria dos trabalhadores e assim no fim do mês ainda ganham menos do que ganhavam. O salário mínimo desce devido às contribuições.
Mas é justo que paguem uns para que os outros continuem a viver uma vida à vontade? Nós também queremos deixar de contar os trocos no fim do mês, acham que é fácil vida de português do povo?
Oh sr. PM acha que é com mensagens no facebook que vai tranquilizar-nos ou calar-nos a voz, para que se possa mostrar que entendemos as sua palavras. Sim somos todos Homens, fazemos parte da Humanidade, de um povo, de uma sociedade cada vez mais pobre, somos pais, mães, avós, tios e preocupamo-nos com os nossos mas também queremos por comer na mesa e poder alimentar os nossos filhos, sobrinhos e netos. Será que tem noção que existem muitas famílias que nada têm e que lhes falta comida na mesa, e que por vergonha não pedem nem à Cáritas nem ao Banco Alimentar que os ajude?
A nossa sociedade está mais pobre... não tem dinheiro e até o espírito está a escapar-se. Perdem-se as forças para lutar, perdem-se as vontades para fazer algo de diferente, pois para ser diferente é preciso dinheiro e até esse nos estão a levar. Hoje pedem profissionais para trabalhar nas empresas por valores demasiado baixos que não dá para viver. Um licenciado ganha em média 500 euros, será justo? Como é que um jovem pode pensar em casar, comprar casa, ter filhos ou começar um negócio? Digam-me como?
O País está um caos e com tendência para piorar. o que devemos fazer?
O sr. PM fala de medidas que vão impulsionar o emprego, mas onde? Donde é que ele tirou esses dados? Fizeram algum estudo viável para tal afirmação? Então se as empresas não têm dinheiro para contratar, o Estado tem de despedir pessoal, o empreededorismo já era, foi-se como as ideias. Sr. PM e nós que não somos ainda pais, quando é que o seremos? Mal temos para nós quanto mais para por uma criança no Mundo.
Então mas sem crianças não há escolas, jardins-escola, e sem escolas mais desemprego entre os professores e educadores. Já para não falar que vão desaparecer negócios, desses que movem dinheiro e fazem a economia crescer e a moeda circular.
Como é que o desemprego vai diminuir? Ah já sei, vão criar mais serviços para a terceira idade, aumentar a idade da reforma para nenhuma e trabalharemos até ao dia de ir para a cova e, assim, o País deixa de ter renovação de pessoas e morrerá. Pois, sempre nascerão crianças embora não as suficientes, talvez uma grande maioria serão acidentes, os filhos do engano, o futuro do País, de um país de revoltados.
Nós, portugueses, também desabafamos não é só o Senhor, agora temos de apertar mais ainda, mas pelo menos o sr. PM pode falar em filhos e em geração juntando na mesma frase a palavra sacrificio, mas nem todos nós podemos fazer o mesmo. Nem todos podem ter filhos porque os sacrificios que fazemos pelo país não nos permite pensar nisso. Um filho é um investimento mas: para crescer, estudar, licenciar-se, acabar os estudos como Mestre e ganhar 480 euros por mês? Para sofrer ainda mais que nós e que os nossos pais? Para passar fome? Para começar uma vida de sacrifícios? Não foi para isso que os nossos pais lutaram.
Não vou atirar culpas a ninguém pois isto já vem de há muitos anos atrás. A culpa é de todos e também é nossa, dos que se apresentaram a voto e votaram naqueles que prometeram mundos e fundos ainda não tinhamos calo, não sabiamos desconfiar de quem muito promete e nada faz. Talvez o sr. PM seja o mais correcto pois não prometeu, ou melhor, prometeu auteridade e medidas e é isso que nos está a dar, embora mais do que podemos suportar.
Caminhamos para um futuro com lágrimas pois não será fácil.
Os portugueses andam cansados de tanta austeridade, tantas medidas que não parecem ser solução para nenhum problema. Vamos agora todos pagar mais de segurança social para aliviar as contas do Estado, vamos ficar sem um subsídio, como se ganhássemos muito. Vamos pagar mais de IRS pois aos funcionários da Função Pública vão pagar um subsídio dividido por cada mês de trabalho, aumentando o escalão da maioria dos trabalhadores e assim no fim do mês ainda ganham menos do que ganhavam. O salário mínimo desce devido às contribuições.
Mas é justo que paguem uns para que os outros continuem a viver uma vida à vontade? Nós também queremos deixar de contar os trocos no fim do mês, acham que é fácil vida de português do povo?
Oh sr. PM acha que é com mensagens no facebook que vai tranquilizar-nos ou calar-nos a voz, para que se possa mostrar que entendemos as sua palavras. Sim somos todos Homens, fazemos parte da Humanidade, de um povo, de uma sociedade cada vez mais pobre, somos pais, mães, avós, tios e preocupamo-nos com os nossos mas também queremos por comer na mesa e poder alimentar os nossos filhos, sobrinhos e netos. Será que tem noção que existem muitas famílias que nada têm e que lhes falta comida na mesa, e que por vergonha não pedem nem à Cáritas nem ao Banco Alimentar que os ajude?
A nossa sociedade está mais pobre... não tem dinheiro e até o espírito está a escapar-se. Perdem-se as forças para lutar, perdem-se as vontades para fazer algo de diferente, pois para ser diferente é preciso dinheiro e até esse nos estão a levar. Hoje pedem profissionais para trabalhar nas empresas por valores demasiado baixos que não dá para viver. Um licenciado ganha em média 500 euros, será justo? Como é que um jovem pode pensar em casar, comprar casa, ter filhos ou começar um negócio? Digam-me como?
O País está um caos e com tendência para piorar. o que devemos fazer?
O sr. PM fala de medidas que vão impulsionar o emprego, mas onde? Donde é que ele tirou esses dados? Fizeram algum estudo viável para tal afirmação? Então se as empresas não têm dinheiro para contratar, o Estado tem de despedir pessoal, o empreededorismo já era, foi-se como as ideias. Sr. PM e nós que não somos ainda pais, quando é que o seremos? Mal temos para nós quanto mais para por uma criança no Mundo.
Então mas sem crianças não há escolas, jardins-escola, e sem escolas mais desemprego entre os professores e educadores. Já para não falar que vão desaparecer negócios, desses que movem dinheiro e fazem a economia crescer e a moeda circular.
Como é que o desemprego vai diminuir? Ah já sei, vão criar mais serviços para a terceira idade, aumentar a idade da reforma para nenhuma e trabalharemos até ao dia de ir para a cova e, assim, o País deixa de ter renovação de pessoas e morrerá. Pois, sempre nascerão crianças embora não as suficientes, talvez uma grande maioria serão acidentes, os filhos do engano, o futuro do País, de um país de revoltados.
Nós, portugueses, também desabafamos não é só o Senhor, agora temos de apertar mais ainda, mas pelo menos o sr. PM pode falar em filhos e em geração juntando na mesma frase a palavra sacrificio, mas nem todos nós podemos fazer o mesmo. Nem todos podem ter filhos porque os sacrificios que fazemos pelo país não nos permite pensar nisso. Um filho é um investimento mas: para crescer, estudar, licenciar-se, acabar os estudos como Mestre e ganhar 480 euros por mês? Para sofrer ainda mais que nós e que os nossos pais? Para passar fome? Para começar uma vida de sacrifícios? Não foi para isso que os nossos pais lutaram.
Não vou atirar culpas a ninguém pois isto já vem de há muitos anos atrás. A culpa é de todos e também é nossa, dos que se apresentaram a voto e votaram naqueles que prometeram mundos e fundos ainda não tinhamos calo, não sabiamos desconfiar de quem muito promete e nada faz. Talvez o sr. PM seja o mais correcto pois não prometeu, ou melhor, prometeu auteridade e medidas e é isso que nos está a dar, embora mais do que podemos suportar.
Caminhamos para um futuro com lágrimas pois não será fácil.
terça-feira, agosto 07, 2012
Desempregados e desocupados
No meu dia-a-dia, lido, também mas não só, com pessoas desempregadas, muitas delas estão deseperadas em busca de trabalho e não sabem mais que ginástica fazer para pagar as contas no fim do mês. No entanto, lido com um outro grupo mais restrito que apesar de serem desempregados a sua função actual é desocupados, pois apesar de não terem trabalho também não têm qualquer vontade de ter e, principalmente, nas redes sociais comentam notícias e outros posts sem conhecimento de causa e com gozo à mistura.
Triste povo o nosso, não querendo generalizar, quando têm reclamam porque têm, quando não têm fazem-se de coitados por não ter e outros ainda gozam com o que aparece. Mas afinal não somos povo de lutadores e de libertadores? Somos povo de desocupados com lingua demasiado grande que só critica o bom, o mau e o que não interessa?
Na verdade uma grande parte destes desocupados são ignorantes porque para fazerem os comentários que fazem será por não terem conhecimento das coisas. Mas se têm tempo para tudo não o deviam aproveitar para se informarem, lerem jornais por exemplo, e também para procurarem trabalho? Sempre ouvi dizer que o trabalho de um desempregado é fazer um horário à procura de trabalho, não digo 8 horas, mas umas horas de manhã e outras tantas à tarde não lhes fazia mal.
O mundo do trabalho começa a tornar-se no mundo do desemprego, pois as regras e as novas legislações não vêm ajudar em nada. Mas não deitem mais achas para a fogueira, façam a diferença, sejam únicos e originais. Mas, principalmente, informem-se antes de abrirem o bico. Se uma pessoa demonstra ser de pouca compreensão como é que um empregador a quererá contratar?
Cuidado, as redes sociais são perigosas para quem está à procura de trabalho já aconteceu perderem trabalho devido aos seus perfis e conteúdos de mural, e fotos. As redes sociais dizem demasiado sobre nós e é preciso filtrar essa informação. Ninguém deve escrever informações demasiado pessoais.
Ou seja, ocupem-se com coisas interessantes e deixem de ser desocupados, o trabalho não existe só fora de casa, e fora das cabeças de cada um. Deixem de ser desocupados e acordem para a vida, empregos não caem do céu.
Triste povo o nosso, não querendo generalizar, quando têm reclamam porque têm, quando não têm fazem-se de coitados por não ter e outros ainda gozam com o que aparece. Mas afinal não somos povo de lutadores e de libertadores? Somos povo de desocupados com lingua demasiado grande que só critica o bom, o mau e o que não interessa?
Na verdade uma grande parte destes desocupados são ignorantes porque para fazerem os comentários que fazem será por não terem conhecimento das coisas. Mas se têm tempo para tudo não o deviam aproveitar para se informarem, lerem jornais por exemplo, e também para procurarem trabalho? Sempre ouvi dizer que o trabalho de um desempregado é fazer um horário à procura de trabalho, não digo 8 horas, mas umas horas de manhã e outras tantas à tarde não lhes fazia mal.
O mundo do trabalho começa a tornar-se no mundo do desemprego, pois as regras e as novas legislações não vêm ajudar em nada. Mas não deitem mais achas para a fogueira, façam a diferença, sejam únicos e originais. Mas, principalmente, informem-se antes de abrirem o bico. Se uma pessoa demonstra ser de pouca compreensão como é que um empregador a quererá contratar?
Cuidado, as redes sociais são perigosas para quem está à procura de trabalho já aconteceu perderem trabalho devido aos seus perfis e conteúdos de mural, e fotos. As redes sociais dizem demasiado sobre nós e é preciso filtrar essa informação. Ninguém deve escrever informações demasiado pessoais.
Ou seja, ocupem-se com coisas interessantes e deixem de ser desocupados, o trabalho não existe só fora de casa, e fora das cabeças de cada um. Deixem de ser desocupados e acordem para a vida, empregos não caem do céu.
segunda-feira, dezembro 05, 2011
É sempre mais do mesmo, tudo culpa da austeridade que vivemos a cada dia.
Nos dias que correm só falam de crise, subsídios, medidas de austeridade, que o Passos Coelho é um aldrabão e que todos os outros senhores do governo Central não prestam. Mas afinal quem presta? Será que os senhores que criticam ao ocupar o lugar do PM não fariam o mesmo? Não cortavam em tudo o que podiam para tentar "salvar" o País? Será que também não prometiam mundos e fundos para conseguirem alcançar os seus objectivos?
Eh pá já cansa é que é sempre a bater no ceguinho, ando farta de todos estes debates e opiniões de tantos que dizem sempre o mesmo mas não apresentam soluções.
Sim já sabemos que foi o povo português a votar nos senhores do Governo, mas existiam melhores? Fazer o quê? Votar no José Manuel Coelho? Este é outro senhor que até pode dizer umas verdades mas não tem perfil nem competência para um cargo de tanta importância como o PR e o PM. Sejamos realistas não vamos votar no líder do PS que se contradiz sempre que abre a boca. E como vou acreditar num político que só fala para acusar alguém? É assim que se assumem os cargos e se faz algo pelo País? É atribuindo as culpas aos outros? A quem vai esse "senhor" atribuir as culpas se por acaso ocupar um cargo de líder?
O povo português não tem em quem acreditar, por isso por mais que façam manifestações ou outra coisa qualquer, não vale a pena porque o que tiver de acontecer, acontecerá. Neste momento só podemos voltar as atenções para as nossas vidas, emboras contidas financeiramente, vamos centrar a atenção no nosso dia-a-dia porque como se tem provado todos os dias é que não há nada a fazer, já está dito como será o amanhã.
Como diria Raul Solnado: "Façam o Favor de Ser Felizes!" Mesmo que seja difícil temos de tentar, mesmo tendo em conta as circunstâncias em que vivemos. Dizem que a vida são só três dias, por isso mais vale aproveitar o que dela resta...
sexta-feira, outubro 28, 2011
Sabia que o 13º mês é um direito?
Li isto algures e feitas as contas não é que é mesmo verdade. O 13º mês não nos foi dado como uma benesse, o 13º mês é um direito dos trabalhadores. Ora vejamos:
Vamos supor que o ordenado mensal é de 700 euros que multiplicado por 12 meses prefaz um total de 8400 € anuais.
Mas com o 13º mês de ordenado (subsidio de Natal): 8400+700= 9100€
Visto o mês ter 4 semanas: 700/4= 175€ semanais
O ano tem 52 semanas: 175*52= 9100€
Depois das contas feitas chega-se à conclusão que o 13º é um direito e não um favor ou benesse. Andam os patrões a enganar-nos e, muitos, quase nos fazem sentir mal porque é um esforço para a empresa nos atribuir esse valor. A partir de agora não se sintam mal pois este é um direito intrinseco ao trabalhador, pois quem trabalha tem direitos e não só deveres. Agora será que o Governo vai continuar com a ideia de tirar aos funcionários públicos os seus direitos? E as empresas, será que vão na onda? Se nos foi atribuido este 13º não será melhor fazerem as contas e se informarem do porquê da existência deste?
É com argumentos destes que se deviam fazer as manifestações, este é um direito pelo qual temos de lutar pois no momento em que nos tirem nunca mais veremos a cor. Mas se preferirem em vez de o tirar paguem-no dividido pelos 12 meses. Assim não nos sentimos roubados, pois tirar o 13º mês é um roubo, e os ladrões têm direito a cama lavada na prisão.
segunda-feira, abril 18, 2011
As "Troikas" do meu País.
Liguei a televisão e sinto que o melhor é fugir a estes jornais e telejornais que falam do mesmo todos os dias: FMI, FMI e, ainda, FMI. Não se fala noutra coisa, é na televisão e nas conversas de café, estão presentes em todo o lado que até já enjoa. Para piorar vêm as notícias sobre a "troika" que para ridicularizar a situação ainda pagam a senhores para se mostrarem na televisão e dar opiniões, que sinceramente não valem de nada. Mostrem o que vos dizem os portugueses e não o que vos interessa. É aqui que perco toda a vontade de exercer jornalismo, não acredito nestes que se intitulam órgãos de comunicação social. Hoje ouvia um jornalista reformado, Luís Pereira de Sousa, dizer que para ser jornalista é necessário ver a profissão como uma missão, é ir de encontro ao que temos de contar e não o que convêm contar. Não passaram muitas horas para ver que esse jornalismo não existe por este País agora governado por terceiros.
Tudo passa pelo mesmo: fala-se da crise, da recessão que vamos sentir, as férias dos portugueses, a entrada do FMI e, ainda, destes candidatos enganosos. Votar? Sim, eu vou votar mas não sei em quem. Estes senhores devem pensar que estão numa selva pois até os anti-partidos já se juntaram com o lobo mau.
Queixam-se agora do pouco turismo e contam maliciosamente que os portugueses vão, na sua maioria, viajar nas férias da Páscoa. Mas, afinal o que têm a ver com isso? Com a situação precária do País é normal que se queira sair para viver uma outra realidade mesmo que por poucos dias. A mentalidade portuguesa, neste momento, é: gastar o que se tem porque amanhã nos vai ser tirado. Quem quiser que atire a primeira pedra, mas nem todos estão protegidos pelos seus mega ordenados e por garantia da sua posição no trabalho.
domingo, fevereiro 20, 2011
20 de Fevereiro 2010, atrás do que foi e hoje é: notícia.
Acordei, afastei a cortina e lá estava o sol, aquele que anseei ver exactamente à um ano atrás. Este dia é carregado de sentimentos, memórias, imagens e silêncio... por respeito às famílias, aos lesados, a todos os que viveram tudo de bem perto. Hoje o dia é dedicado à visita aos sítios mais afectados. Tomamos um pequeno-almoço tardio, metemo-nos no carro e fomos rumo à Serra D'água, subimos pela estrada agora nova e recuperada. Passamos a Meia Légua com destino à Encumeada e conseguimos ver ainda marcas do aluvião. Algumas casas já foram recuperadas, outras continuam destruídas e inabitáveis, mais acima constroem-se as novas casas para as famílias que ficaram desalojadas e sem nada. Hoje foi dia de passeio, como se de um apoio se tratasse. Vamos visitar o que a água tentou levar mas que as gentes fizeram de tudo para manter: a vida. Hoje foi um dia de celebração... celebração pela vida, por aqueles que conseguiram sobreviver e recuperar um pouco do que era seu. Celebração da união de um povo e celebração da luta pela vida e ajuda ao próximo.
No Funchal, centenas de pessoas juntaram-se no cordão humano que, ao mesmo tempo, defende a retirada do aterro marítimo com as terras das ribeiras mas, também, um cordão humano com todos de mãos dadas pelas vítimas das enchurradas. Para este aterro está previsto um jardim, visto que é difícil tirar toda aquela pedra e terra que pintou a baía do Funchal de castanho. Façam o jardim mas não se esqueçam de dedicá-lo a todas as vítimas do temporal que esfriou a Madeira à um ano atrás. Não é que seja ou fique bonito mas estas pessoas merecem ser lembradas por todos e não podemos esquecer o que aconteceu, não podemos esquecer que em 10 minutos pode acontecer o pior, a tragédia. Não podemos esquecer que a vida é curta e que um minuto pode parecer bem mais do que 60 segundos. Ponham em prática todos os projectos de forma que não volte a acontecer uma tragédia igual, nem parecida.
Mas não vamos esquecer que tal aconteceu, vamos contar às próximas gerações para que cuidem daquilo que um dia vamos deixar. Para que lembrem um dia negro que ficou para a história madeirense, dias de tristeza e de muita dor. Dor que ainda não passou e que, certamente, nunca vai passar... ninguém vai esquecer.
Com sol, lembranças e história... hoje fez um ano... que tudo aconteceu.
sábado, outubro 23, 2010
8-1
não é o resultado de nenhum dos jogos para a liga embora diga-se que o Benfica foi roubado no último jogo... mas fora a brincadeiras 8-1 representam oito meses e um dia após a grande tragédia madeirense, o 20 de Fevereiro. Mais uma vez fiquei barricada em casa devido a um "rio" que corria pela minha estrada e mais uma vez o Funchal fica inundado pela chuva ser intensa. Culpas? Não falamos de culpas agora, mas tivemos a certeza que afinal pouco se fez desde o último episódio de desastre.
Espera-se que todos os anos a chuva seja assim tão intensa e para isso é necessário que se tomem medidas, não vamos ficar inundados todos os anos nem vamos ser obrigados a deixar os nossos trabalhos ou obrigados a ficar em casa porque simplemente choveu.
Não podemos estar constantemente a declarar estado de emergência quando será mais fácil fazer as obras e as limpezas necessárias para que isto deixe de acontecer. E a sorte é que na Madeira ou tudo desce ou tudo sobe pois se fosse plano tinha sido bem pior.
Há dinheiro para tudo e cortes em tudo e não há dinheiro para evitar o pior. Políticas e vozes que se fazem ouvir e todos batem palmas.. ah ah ah não há verdade que faça esquecer que afinal foi tanta tagarelice para nada, volta a chuva voltam as inundações. Tanto tempo de antena para se falar de orçamentos e desgraças e afinal esperam que tudo se faça sozinho. Shame on them...
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